Amilcar de Castro

Brasil, 1920


Sobre

Considerado um dos maiores artistas do Brasil, Amilcar de Castro (Paraisópolis, MG) foi um dos líderes do movimento neo-concretista, sendo signatário do Manifesto Neo-Concreto junto com artistas como Lygia Pape, Lygia Clark, Franz Weissman e outros. Este grupo manifestava-se contra ortodoxias construtivistas e o dogmatismo geométrico da época, procuravam novos caminhos defendendo a liberdade de experimentação, sugerindo que a arte não é mero objeto, possui sensibilidade, subjetividade e vai além do geometrismo puro.

No final da década de 1960, Amilcar mudou-se para os Estados Unidos através de recursos do prêmio obtido no Salão Nacional e da bolsa da Fundação Guggenheim. Com a sua transferência, uma nova fase marca seu trabalho. Substituí o ferro e começa a desenvolver esculturas compostas de planos unificados não mais pela dobra, mas por anéis que enlaçam chapas de aço inoxidável. Suas esculturas carregam uma tentativa de renovação da linguagem geométrica. Feitas em material rígido como ferro e aço, sua série de esculturas conhecida como Corte o Dobra evidencia o trabalho despendido na confecção do objeto. Do embate entre o ato do artista, que busca traços precisos, e a material resistente, nasce uma obra, fruto do esforço construtivo e de emoção.

Fonte: Galeria Marilia Razuk


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