Compreendida como uma performance de dança, é uma intervenção corporal que tem como poética o romance “O retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde. O homem-ralo é a figuração performática de um dos personagens do romance: Basil, o pintor apaixonado de Dorian, que nesta intervenção caminha/dança sobre diferentes espaços. Carregando um objeto cênico criado para a performance, uma espécie de parangolé de ralos sobre as costas, o artista se locomove com este peso opressor que lhe dá uma corporeidade própria.