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SP-Arte

Arte Natureza: Ressignificar para viver

17 Mar 2022, 12:16 pm

Depois de apresentar a exposição Arte e tecnologia na edição passada, a curadora e jornalista Ana Carolina Ralston organiza, na 18ª SP–Arte, uma mostra inédita intitulada Arte natureza: ressignificar para viver, com obras de artistas fundamentais para se pensar as relações entre arte e sustentabilidade, como Ernesto Neto, Joseph Beuys, Frans Krajcberg e Daiara Tukano.

Na curadoria, Ralston propõe, a partir da arte, a discussão sobre a ideia de ecologia, uma rede na qual o elo entre os reinos se torna essencial para a continuação das espécies. Em suas palavras, “o ressignificar daquilo que nos rodeia é chave para a sequência da vida humana como parte do meio. A transformação de matéria, assim como sua compensação em outros elementos, torna o equilíbrio e, consequentemente a nossa permanência na Terra, possíveis. Nada mais efetivo do que colocar tal diálogo em meio a um dos principais parques da América Latina, onde humanidade, arte e ambiente se encontram e coexistem.”

A exposição Arte Natureza: ressignificar para viver terá expografia de Rodrigo Ohtake e é patrocinada pela empresa Orizon.

"Paisagem portátil - unidade compacta" (2014), Daniel Acosta.
"Urupã" (2020), Caio Reisewitz.
Uyra Sodoma
Obra de Hugo Fortes
Obra de Joseph Beuys

Dentre os artistas participantes estão Ernesto Neto e Luiz Zerbini (representados pela Fortes D’Aloia & Gabriel), Regina Vater (Jaqueline Martins), Sonia Gomes (Mendes Wood DM), Frans Krajcberg (Caribé), Deco Adjiman (Sé), João Farkas (Paulo Darzé), Juliana dos Santos (HOA), Daniel Acosta (VERVE), Juliana Cerqueira Leite (Casa Triângulo), Caio Reisewitz (Luciana Brito), Joseph Beuys (Gomide & Co), Amélia Toledo (Nara Roesler), José Bento (Millan), UÝRA (C. Galeria), Bené Fonteles (Karla Osório), Daiara Tukano, Paula Costa, Hugo Fortes e Mariana Palma (sem galeria).

"Impulso" (2000), Amelia Toledo.
Obra de Luis Zerbini.
"Lago Sonha", Ernesto Neto, 2021
Série "Impulsos" (s.d.), Amelia Toledo.

Refletindo sobre a frase do artista e ativista Joseph Beuys “as pessoas poderiam fazer a revolução se usassem seu próprio poder, mas elas não estão conscientes do enorme poder que têm, e é por isso que não se faz nenhuma revolução”, a curadora chega à conclusão: “as portas seguem abertas e a arte é certamente uma das formas para alcançarmos tal pensamento e o colocarmos finalmente em ação”.

Obra de Paula Costa.
Obra de Bené Fonteles.

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