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SP-Arte indica

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SP-Arte
8 mai 2020, 12h32

Pedimos para a equipe da SP-Arte indicar livros, séries, filmes ou atividades em geral que os têm ajudado a transpassar esse momento de isolamento social. Venha conhecer um pouco quem faz a SP-Arte acontecer, e o que elas estão consumindo de cultura nesses últimos meses!

Florencia Azcune

Relacionamento e assessoria de imprensa

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Festival Varilux de Cinema Francês
Festival Varilux Cinema Francês disponibilizou mais de cinquenta filmes gratuitos em seu site até o dia 25 de agosto. Sempre tive um gosto especial pelo cinema francês e seu ritmo mais desacelerado. Em tempos como os que estamos enfrentando, acho importante entrarmos num ritmo mais devagar e sensível como o desses filmes.

Daily Breath (podcast), Deepak Chopra
Os podcasts semanais do escritor e professor Deepak Chopra passam mensagens interessantes sobre espiritualidade, presença e bem-estar. Em momentos desafiadores como os que estamos vivendo, o podcast Daily Breath tem sido de grande apoio para manter o foco e a perseverança. 

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Giovana Christ

Comunicação

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Numanice (EP),  Ludmilla
Não gostava de Ludmilla, muito menos de pagode. Mas, depois de assistir a um show da cantora carioca uma semana antes de entrar no isolamento, não consegui parar de ouvir as suas músicas. De presente, Ludmilla lançou um EP de pagode só para confirmar que sua voz combina perfeitamente com o gênero.

Westworld (HBO)
Este seriado é pra quem quer se desconectar totalmente da realidade e mergulhar numa ficção de um mundo que pode não estar tão distante de nós. Westworld conta a história de empresários que resolveram criar um parque temático do velho oeste com robôs idênticos aos humanos (e parte da diversão é descobrir quem é o que), em que os visitantes podem fazer o que quiserem com eles. O episódio final da terceira temporada foi ao ar no dia 3 de maio, e a única certeza é que a história está caminhando por um lugar que não tem nada a ver com o começo da série.

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Tatiana Kuchar

Arquitetura

Foto: Jéssica Mangaba

Foto: Jéssica Mangaba

Espaço em obra: cidade, arte, arquitetura, Guilherme Wisnik e Julio Mariutti (Edições Sesc São Paulo)
Tenho acompanhado as publicações de Guilherme Wisnik desde suas primeiras aulas em História da Arte II na FAU-USP, e essa é especialmente interessante por abordar a convergência entre cidade, arquitetura e arte através de uma coletânea de artigos do autor associados a ensaios gráficos de Julio Mariutti. Esse formato permite uma leitura fluida que tem sido muito prazerosa nesse momento.

Coronavida, Giselle Beiguelman (Revista Select)
Além das tantas notícias que vemos diariamente, me parece importante reservar um tempo para reflexões como as apresentadas pela Giselle Beiguelman em seus artigos mais recentes para a revista Select. Sob o título Coronavida (veja aqui os textos: 01, 02, 03, 04, 05 e 06), a artista e professora discute os impactos da pandemia na sociedade no que tange às esferas artísticas, culturais e do próprio cotidiano durante esse período que vivemos.

Explicando (Netflix/Vox)
Alguns veículos de comunicação apontam que essa série previu a pandemia atual em um impressionante episódio disponível desde novembro de 2019. Mas além desse, Explicando trata de diversos outros temas, trazendo a cada episódio um panorama breve mais muito informativo de cada tópico, com entrevistas, gráficos e dados históricos. É ideal para quem quer diversificar seus conhecimentos de uma maneira leve.

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Caio Blanco

Marketing Digital

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Respondendo em voz alta, Laurinha Lero
O podcast é um banho de criatividade e uma brisa de boa novidade no mundo dos podcasts. Com seu conteúdo baseado apenas na imaginação de sua criadora, a misteriosa Laurinha Lero (que nunca revelou sua identidade publicamente), o podcast aborda qualquer tipo de tema, não importa o quê. O que importa é a forma descontraída e singular da apresentadora, uma jovem mordaz e extremamente observadora que torna qualquer assunto banal em um bálsamo para os ouvidos.

Knives Out [Entre facas e mistérios] (NOW)
Escrito e dirigido por Rian Johnson, o filme traz o melhor que se pode esperar de uma trama de suspense investigativo. Quase que baseado em um mistério à moda antiga, digno de um romance de Agatha Christie, o roteiro super original dá conta de manter o mistério ao mesmo tempo que toca em temas atuais como fake news e xenofobia. O filme mantém o espectador com os olhos grudados na tela até o último minuto do filme, além de ser um entretenimento de ótima qualidade. 

Se deus me chamar não vou, Mariana Carrara (Editora nós)
O livro é escrito pela ótica de uma menina de onze anos, Maria Carmem, que de forma sensível aborda temas como solidão e o medo da morte. A narrativa, extremamente bem amarrada e com o tom certo entre lirismo e coloquialismo, prende o leitor do início ao fim.

Sex and the City (HBO)
Para descontrair, recomecei a assistir todas as temporadas de Sex and the City, na HBO. Os tempos estão difíceis e nada melhor do que uma boa dose de Nova York nos anos noventa junto com um pote de sorvete para esquecer que estamos presos em quarentena.

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Marina Dias Teixeira

Relações institucionais

Foto: Daniela Arrais

Foto: Daniela Arrais

Nosso Planeta (Netflix)
Eu amo a natureza, e nesse momento de confinamento dentro do meu apartamento no centro de São Paulo, tenho encontrado acalanto nas lindas imagens da série Nosso Planeta, que explora a diversidade e riqueza de flora e fauna em torno do globo. Com narração inconfundível do grande David Attenborough, a série aponta como todos os ecossistemas são interligados e quais os dramáticos desdobramentos do aquecimento global. Fico pensando em como vários animais devem estar se beneficiando da atual quarentena dos seres humanos.

Quebra-cabeça de Sol Poente, obra de Tarsila do Amaral
Pouco antes do início da quarentena, dei um quebra-cabeça de presente para minha irmãzinha Eva, de cinco anos. Comecei a brincar com ela, que logo passou para outra distração, enquanto eu não consegui largar o puzzle até terminar. Assim que começou o home office, decidi alimentar minha criança interior e me presenteei com esse brinquedo para adultos de, pasmem, 2.000 peças. Depois de três semanas, ainda estou longe do fim, e continuo saboreando o prazer de tirar uma pausa das telas e esvaziar a cabeça encontrando os encaixes entre as pinceladas de Tarsila.

Um defeito de cor, Ana Maria Gonçalves (Editora Record)
Eu li o romance histórico de Ana Maria Gonçalves já tem uns dois anos, mas sempre que tenho a oportunidade, indico essa leitura. Meu livro favorito de todos os tempos, conta em primeira pessoa a história de Kehinde, capturada ainda criança no antigo Reino de Daomé no início do século 19, e trazida para a Bahia onde foi vendida como escrava. É uma epopeia de luta, resistência, superação, reinvenção e ressignificação de uma história ainda mal contada no Brasil: a dos milhões de escravizados que foram raptados de suas terras africanas e trazidos para cá.

Panelinha, Rita Lobo (livro e blog)
Como boa taurina, amo comer bem. Tenho me entretido com o livro de receitas da Rita Lobo, que estava parado em casa juntando pó há anos. Já me considero discípula da chef, que tanto em seu livro como em seu blog apresenta uma seleção de receitas saborosas e ao alcance de qualquer pessoa que tenha vontade e um pingo de paciência para se aventurar entre ingredientes, panelas e fogão. Até agora algumas das receitas que deram mais certo em casa foram: quibe assado, bolo fofíssimo de chocolate e homus. Que delícia!

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