"Paisagem n. 118" (2019), Lucia Laguna (Foto: Eduardo Ortega / Divulgação)
Novidades

Aberturas do mês: inaugurações de março

Giovana Christ
6 mar 2020, 15h51

Atenção: a SP–Arte 2020 foi cancelada devido à pandemia de COVID-19. Em breve, confira novidades sobre a 17ª edição do Festival Internacional de Arte de São Paulo, a ser realizada de 14 a 18 de abril de 2021.

Acima: "Paisagem n. 118" (2019), Lucia Laguna (Foto: Eduardo Ortega / Divulgação)

É março: mês que as galerias fazem suas grandes apostas do ano,  esquentando os motores para a SP-Arte. Mergulhe nas artes visuais com as inaugurações do mês e até abril!

“Bruno Munari: sempre uma coisa nova”
Individual
Galeria Bergamin & Gomide

A galeria estreia as exposições do ano com o artista italiano Bruno Munari, que tem a produção marcada por quebrar os paradigmas entre arte e design. O artista participou de relevantes exposições internacionais como a Documenta 3 e 4 em Kassel (1964-1968) e de nove edições da Bienal de Veneza. Na mostra da Galeria Bergamin & Gomide, serão expostas pinturas e colagens das séries “Curva de Peano” (1995) e “Studio di design” (1947) e também da icônica série “Garfos falantes” (1958). Bruno Murari fica em exposição de 7 de março a 18 de abril.

"Negativo – positivo" (1968), Bruno Murari (Foto: Divulgação)

"Negativo – positivo" (1968), Bruno Murari (Foto: Divulgação)

“AAA – antologia de arte e arquitetura”
Coletiva
Galerias Fortes D’Aloia & Gabriel e Bergamin Gomide

Com curadoria de Sol Camacho, diretora técnica-cultural do Instituto Bardi / Casa de Vidro, a coletiva reúne mais de cem obras de artistas, arquitetos e designers brasileiros em uma reflexão sobre a arquitetura, seu papel social, seus procedimentos e sua história. Com uma organização atemporal e não-catalográfica, “AAA” reúne o campo das artes visuais, o da arquitetura e das fotografias de edificações. A exposição é um desdobramento de “Exhibit AAA”, projeto exibido pela Bergamin & Gomide na Expo Chicago em setembro de 2019, e fica em cartaz de 7 de março a 2 de maio no galpão da galeria Fortes D’Aloia & Gabriel.

"Jardim n. 44" (2019), Lucia Laguna (Foto: Divulgação)

"Jardim n. 44" (2019), Lucia Laguna (Foto: Divulgação)

Lucia Laguna
Individual
Galeria Fortes D’Aloia & Gabriel

Lucia Laguna dá continuidade à divisão entre as séries de “Jardins, paisagens e estúdios” que norteia sua produção desde o início. As obras partem da observação de seu entorno, que vai de seu jardim até o Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, compondo imagens de paisagens híbridas, mesclando arquitetura e vegetação, planos geométricos e elementos figurativos. Em abril deste ano, a artista estará na 12ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre. Enquanto isso, sua individual na Fortes D’Aloia & Gabriel fica em cartaz de 7 de março a 16 de maio.

"A espera no cais" (década de 1950), Gisela Eichbaum (Foto: Divulgação)

"A espera no cais" (década de 1950), Gisela Eichbaum (Foto: Divulgação)

“Poética das cores”
Individual
Galeria Mapa

Esta nova exposição da artista alemã Gisela Eichbaum reforça as influências de sua chegada no Brasil em suas obras, referências que podem ser enxergadas nas cores fortes e tropicais usadas com mais frequências desde sua imigração. Curada por Antonio Carlos Suster Abdalla, a exposição “Poética das cores” traz algumas das telas pintadas por Eichbaum que permitem rever e consolidar seu duradouro projeto artístico. Em cartaz de 7 de março a 30 de abril na Galeria Mapa.

"Estudo para pintura"(década de 1970), Rubem Ludolf (Foto: Divulgação)

"Estudo para pintura"(década de 1970), Rubem Ludolf (Foto: Divulgação)

“Luzes da memória”
Coletiva
Instituto de Arte Contemporânea (IAC)

Inaugurando a nova sede do Instituto, depois de vinte anos atuando em espaços cedidos por parcerias de curta duração, a coletiva “Luzes da memória” reúne projetos em várias linguagens de artistas como Carmela Gross, Antonio Dias, Ivan Serpa, Jorge Wilheim e Rubem Ludolf, Iole de Freitas e Sérvulo Esmeraldo. Com curadoria do crítico Ricardo Resende e de Marilúcia Bottallo, museóloga e diretora técnica do IAC, a mostra apresenta projetos inéditos de artistas que em 2019 e 2020 passaram a confiar seus arquivos ao Instituto de Arte Contemporânea. A visitação ocorre de 14 de março a 14 de junho.

"Evelyn IV, Santiago de Chile" (1987), Paz Errázuriz (Foto: Divulgação)

"Evelyn IV, Santiago de Chile" (1987), Paz Errázuriz (Foto: Divulgação)

Paz Errázuriz
Individual
Instituto Moreira Salles (IMS)

Paz Errázuriz começou a fotografar na década de 1970, em plena ditadura militar chilena. Com sua câmera, registrou os habitantes do país, sobretudo grupos que não se enquadravam nos padrões sociais. Até os dias de hoje capta as contradições de sua terra natal, tornando-se um dos principais nomes da fotografia chilena. A exposição no IMS Paulista reúne cerca de 150 fotografias, produzidas da década de 1970 até os anos 2010 e é dividida em dez eixos temáticos. Fica em cartaz de 17 de março a 26 de julho.

Trisha Brown performing Locus (1975) (Foto: Divulgação)
Nininha com Parangolé P25 Capa 21- “Xoxoba” (1968), (Foto: Andreas Valentin)

Trisha Brown performing Locus (1975) (Foto: Divulgação)

Nininha com Parangolé P25 Capa 21- “Xoxoba” (1968), (Foto: Andreas Valentin)

“Hélio Oiticica: a dança na minha experiência” e “Trisha Brown: coreografar a vida”
Masp

O Masp produzirá a exposição do artista Hélio Oiticica apresentando uma seleção da série “Parangolés”: capas, faixas e bandeiras com tecidos coloridos e frases marcantes para que os espectadores as vestissem, e se tornassem parte ativa da obra. Além da icônica série, a mostra reunirá outros trabalhos de Oiticica, como os “Metaesquemas”, “Relevos espaciais”, “Núcleos” e “Bólides”. Em cartaz de 20 de março a 7 de junho.

No mesmo período, a coreógrafa e bailarina Trisha Brown terá sua primeira exposição individual no país apresentando desenhos, diagramas, fotografias, filmes e vídeos organizados a partir de coreografias. Abordando as relações entre dança, espaço e a parte visual de suas coreografias — selecionadas especialmente por seus movimentos que interpretam fatos do cotidiano — a mostra explicita as mudanças ocorridas durante sua carreira. Em cartaz de 20 de março a 7 de junho.

"Auto-retrato" (1981), Eduardo Kac (Foto: Galeria Leme / Divulgação)

"Auto-retrato" (1981), Eduardo Kac (Foto: Galeria Leme / Divulgação)

Eduardo Kac
Individual
Galeria Leme

A mostra, em parceria com a Galeria Luciana Caravello, do Rio de Janeiro, reúne dois conjuntos de obras do artista Eduardo Kac, internacionalmente reconhecido por seu trabalho inovador em arte contemporânea e poesia. Um deles é constituído de obras da década de 80, correspondente tanto ao período do Movimento de Arte Pornô, quanto suas obras de arte digital e online; e o outro apresenta obras de bioarte, criadas no século XXI, com ênfase em “GFP Bunny”, celebrada série do artista baseada em Alba, sua coelhinha verde fluorescente. A mostra fica aberta para visitação na Galeria Leme de 21 de março a 30 de abril.

Still de "In Vivo", Caroline Mesquita (Foto: Divulgação)
Still de "República", Luiz Roque (Foto: Divulgação)

Still de "In Vivo", Caroline Mesquita (Foto: Divulgação)

Still de "República", Luiz Roque (Foto: Divulgação)

“In vivo” e “República”
Pivô

A exposição “República” recorta dez anos de produção do videoartista Luiz Roque, apresentando seis trabalhos em vídeo, sendo dois deles inéditos no Brasil. Suas obras apresentam a duração e o ritmo de trailers ou de videoclipes e se aproximam da ficção-científica, refletindo sobre questões geopolíticas, sociais e históricas. Seus personagens habitam cenários pós-apocalípticos e distópicos para onde o artista desloca elementos conhecidos da história da arte e arquitetura. Em cartaz no espaço Pivô de 21 de março a 9 de maio.

Enquanto isso, a individual da artista francesa Caroline Mesquita, “In vivo“, é um desdobramento da exposição apresentada no contexto do prêmio da Fondation d’entreprise Ricard, em Paris, em 2017. Mesquita apresenta uma vídeo-instalação composta por uma grande “célula-mãe”, na qual o espectador terá de adentrar para assistir a um filme comissionado para a exposição. A obra se assemelha a um documentário científico, como se observássemos as situações sob as lentes de um microscópio. A visitação fica aberta também de 21 de março a 9 de maio no espaço Pivô.

Exposição “Muntadas. Elkarrekiko loturak, Interconexiones, Interconnessioni" (2019-2020), na Espanha (Foto: Cortesia de Artium de Álava / Vitoria-Gasteiz / Divulgação)
"Ponto" (2015), Marcius Galan (Foto: Divulgação)

Exposição “Muntadas. Elkarrekiko loturak, Interconexiones, Interconnessioni" (2019-2020), na Espanha (Foto: Cortesia de Artium de Álava / Vitoria-Gasteiz / Divulgação)

"Ponto" (2015), Marcius Galan (Foto: Divulgação)

“Fervor” e “(…)”
Individuais
Galeria Luisa Strina

O artista Marcius Galan apresenta esculturas inéditas feitas ou finalizadas com materiais que têm uma relação de incompatibilidade entre si como, por exemplo, uma superfície áspera e outra lisa, um elemento de alta densidade e outro líquido/fundido. As obras que dão título à exposição, “Fervor” (2020)” são três esculturas de madeira maciça em que Galan fez um sulco, e derramou bronze fundido, de modo que o metal derretido queimou parte da madeira. Em cartaz na Galeria Luisa Strina de 27 de março a 9 de maio.

Em “(…)“, nona exposição de Antoni Muntadas na Galeria Luisa Strina, são reunidos dois grupos de obras que o artista catalão nunca mostrou no Brasil: “Palabras, Palabras…” (2017) e “Cercas” (2008). O artista aborda questões sociais, políticas e de comunicação e investiga os meios de informação e as formas como podem ser usados para censurar ou promulgar ideias. A mostra fica em cartaz de 27 de março a 9 de maio.

"Exercício de me ver I" (1980), Hudinilson Jr. (Foto: Isabella Matheus / Cortesia da Pinacoteca)
Obra de OSGEMEOS feita para a Vancouver Biennale (2014-2016) (Foto: Divulgação)

"Exercício de me ver I" (1980), Hudinilson Jr. (Foto: Isabella Matheus / Cortesia da Pinacoteca)

Obra de OSGEMEOS feita para a Vancouver Biennale (2014-2016) (Foto: Divulgação)

“Hudnilson Jr.: Explícito” e “OSGEMEOS: Segredos”
Pinacoteca

A exposição “Hudinilson Jr.: Explícito” reúne 77 obras de uma expressiva e recente doação de 95 itens ao acervo da Pinacoteca, realizada pela família do artista e pela Galeria Jaqueline Martins. Com curadoria de Ana Maria Maia e assistência de Thierry Freitas, ambos da equipe do museu, o recorte propõe ilustrar aspectos da trajetória do artista falecido em 2013, privilegiando a relação de sua prática artística com o museu e com a cidade.

“OSGEMEOS: Segredos” é a primeira exposição panorâmica da dupla de artistas formada pelos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo. A mostra é composta por mais de sessenta trabalhos, sendo cerca de cinquenta inéditos ou nunca exibidos no país entre pinturas, instalações imersivas e sonoras, esculturas, intervenções site specific, desenhos e cadernos de anotações. Durante os meses em que a exposição estiver em cartaz, entre 28 de março e 3 de agosto, o museu será tomado pelo estilo e pela grafia inconfundível da dupla de artistas.


Giovana Christ é estudante de jornalismo (ECA–USP), entusiasta do carnaval brasileiro e apaixonada por todos os tipos de manifestações culturais. Faz parte da equipe editorial da SP-Arte.

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