Silvia Velludo

Brasil, 1963


Sobre

Por meio da pintura, do vídeo, escultura, instalação ou fotografia, Silvia Velludo se apropria e produz uma grande quantidade de imagens e formas como uma colecionadora incansável, explorando ao máximo, em sua prática, o assunto ao qual se propõe investigar. Certas obras se debruçam sobre a questão da imagem, abordando-a em seus variados modos de existência, seja através do estudo dos efeitos de reflexão e dispersão de cor e luz, codificados pelo olho; do uso da palavra de maneira a subverter narrativas e descrições, ou até mesmo do registro fotográfico obsessivo que pode ser traduzido na pintura, e que busca dar conta de tudo aquilo que a artista viu e viveu e dos lugares por onde passou, construindo uma espécie de biblioteca visual. A compulsão pela repetição e pelo acúmulo que se observa em toda a produção de Velludo nos aponta para um caráter construtivo, mas nem por isso isenta sua recusa pelo autocontrole e escolha pela liberdade dos sentidos: sua aproximação com a poesia - que se faz presente em alguns trabalhos ou textos que escreve em paralelo à eles - e seu interesse por registros orgânicos em alguns de seus objetos, nos apontam para tal leitura. Projetos de intervenções monumentais que buscam atingir o céu, maquinários que surgem imponentes no espaço ultrapassando a escala humana ou pinturas e instalações de grandes dimensões parecem ilustrar bem essa vontade de alcançar o inalcançável.

Coleções que possuem seus trabalhos: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Brasil; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil; Museu de Arte de Ribeirão Preto, Brasil

Fonte: Galeria Marcelo Guarnieri


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