João Farkas

Brasil, 1955


Sobre

Um ávido observador da cultura popular, João Farkas vem registrando há mais de 30 anos a complexa relação homem versus natureza em contextos brasileiros tidos como paradisíacos ou genuínos, como a Amazônia, o Pantanal ou o sul da Bahia. Adepto da fotografia documental, Farkas se utiliza da luz natural e de cores vibrantes para compor imagens que nos convidam a refletir criticamente sobre uma ideia de identidade brasileira. Suas fotografias nos dão acesso a modos diversos, embora igualmente intensos, de relações entre o homem e a natureza, seja da grande conexão e equilíbrio entre ambos, ou de sua exploração desmedida. O interesse, no entanto, quando não é pela própria natureza e sua exuberância, é pelas mulheres e pelos homens que com ela se relacionam e os costumes que inventam para si: pescadores, garimpeiros, trabalhadores rurais ou indígenas; pessoas que carregam na postura e no olhar o peso e a potência de um saber próprio.

“O meu trabalho tem sempre um caráter poético e um diálogo permanente com a tensão entre o transitório e o transcendente, entre o episódico e o universal, entre o imanente e o ideal. Até por isso sou obrigado a uma conversa inescapável com as questões da beleza, tão fora de moda no território das artes nestes dias de horrores vários.”

Coleções que possuem seus trabalhos: Maison Européenne de la Photographie, França; ICP – International Center of Photography, EUA; Pirelli MASP, Brasil; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil. Publicou os livros Amazônia Ocupada, 2015 e Trancoso, 2016.

Fonte: Galeria Marcelo Guarnieri


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