Carlos Fajardo

Brasil, 1941


Sobre

Carlos Fajardo vem investigando, desde fins da década de 1960, as relações entre luz, matéria, corpo, superfície, tempo e espaço. Embora seu trabalho tenha se transformado ao longo dos anos, o desenho sempre foi uma questão de profundo interesse para Fajardo. Inicialmente associado a uma ideia de figuração, passou a ser utilizado como um modo de elaborar raciocínios visuais. O desenho abandona a representação e adota sua vocação construtiva, permitindo ao artista explorar não só a superfície em si, mas as associações entre superfícies no espaço. Além do artista, cabe ao observador um papel fundamental na construção dos significados das obras, já que é por meio de seu corpo e de sua presença que pode sentí-las e escolher a maneira mais interessante de relacionar-se com elas.

Sua obra tem uma presença relevante no panorama da arte brasileira assim como sua atuação de mais de 40 anos como professor. Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições importantes no Brasil e no exterior, dentre as quais Jovem Arte Contemporânea, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), em 1967, organizada por Walter Zanini. Participou das 9ª, 16ª, 19ª, 25ª e 29ª edições da Bienal de São Paulo, respectivamente em 1967, 1981, 1987, 2001 e 2010. Representou o Brasil na Bienal de Veneza em 1978 e em 1993. Em 2018, Fajardo participou das exposições "Caixa Preta", na Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil; "Rejuvenesça! uma mostra-manifesto", na Casa do Povo, São Paulo, Brasil e apresentou a individual "Diáfano – Reflexos, transparências e opacidade na obra de Carlos Fajardo", no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil.

Fonte: Galeria Marcelo Guarnieri


Galerias



Exposições