vazio e dilúvio
A Central apresenta a primeira individual "Vazio e dilúvio", de Marilia Furman, com curadoria de Deyson Gilbert. Ao longo de sua produção, Marilia Furman vem levantando questões sobre o caráter de crise e colapso iminente do sistema de produção de mercadorias (ou, capitalismo tardio). Seja por meio de apelos à sensibilidade imediata através de mecanismos que colocam matérias-primas como vidro, parafina e gelo em conflito; seja através da apropriação e desvio de significados de objetos e imagens, a artista busca moldar estruturas de violência e dominação social. Nos últimos anos, Furman se voltou principalmente para uma discussão da conjuntura política brasileira, com trabalhos que recorrem a símbolos nacionais, militares e elementos visuais da indústria cultural do país, tratando tal cenário como parte de um fenômeno global de intensificação violenta da desintegração social e destruição material. Vazio e Dilúvio aborda criticamente esses fenômenos, assumindo a alegoria do dilúvio como elemento norteador de suas reflexões e trabalhando com imagens de excesso e de sobras da superprodução simultaneamente. Os trabalhos apresentados articulam elementos de guerra, violência, desenvolvimento técnico e cultura de massa e catástrofe climática. A constatação da falência do mundo e de sua incorporação na normalidade cotidiana são sugeridas já na entrada da exposição, a partir de uma interferência na topografia da galeria. Trabalhando com a escala e luminosidade do espaço, entre outras operações, a artista propõe uma alteração de percepção que busca implicar diretamente o corpo do espectador.

Endereço
R. Bento Freitas, 306, Central
São Paulo, Brasil - Brasil































