Espaço do invisível

A Central apresenta a segunda exposição individual de Sergio Augusto Porto na galeria. Com texto de Yuri Quevedo, curador da Pinacoteca de São Paulo, “Espaço do Invisível” reúne obras históricas e projetos inéditos realizados especialmente para a mostra. A obra de Sergio Augusto Porto ganhou destaque ao longo dos anos 1970, com participações expressivas na 12ª Bienal de São Paulo (1973), no Panorama da Arte Brasileira, no MAM-SP (1975), e na representação brasileira na 37ª Bienal de Veneza (1976). Nascido no Rio de Janeiro, Porto teve boa parte de sua formação em Brasília, onde frequentou o CAL (Centro de Artes da Universidade de Brasília) durante a graduação em arquitetura. Distanciando-se de uma abordagem artística convencional, restrita aos espaços institucionais ou aos ateliês, Porto optou por uma prática ambiental, experimental e participativa — muitas vezes efêmera, apoiada em registros fotográficos e marcada por uma atenção pioneira às questões ecológicas e à relação com a natureza. Em “Espaço do Invisível”, a Central apresenta três núcleos de obras do artista — dois deles exibidos ao público pela primeira vez. “É a oportunidade de ver uma pesquisa consistente, com poucos paralelos em sua época e que, apesar dessas características, se manteve à margem das antologias dedicadas ao início da arte contemporânea entre nós”, comenta Quevedo no texto que acompanha a exposição. Entre os trabalhos selecionados estão oito desenhos em nanquim sobre papel, realizados em 1971 a partir da paisagem de Brasília; a série Vidros Canelados, concebida pelo artista em 1990 e desenvolvida neste ano; e a terceira montagem de Varas de Alumínio no Cerrado, criada originalmente em 1970 e apresentada pela última vez em 2024, na exposição coletiva “Brasília: A Arte do Planalto”, no Museu Nacional da República.

Endereço

São Paulo

R. Bento Freitas, Central

São Paulo, Brasil - Brasil

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