João Alves, a Bahia de Outrora.
de 09/03 > 15/04 a galeria MaPa apresenta: João Alves, a Bahia de outrora curadoria de Ademar Britto João Alves Oliveira da Silva (Ipirá BA 1906 - Salvador BA, 1970) Pintor e desenhista. Artista autodidata, preparava suas próprias tintas. Mesmo pintando, não abandonou a profissão de engraxate. Sua cadeira de engraxate ficava na Praça da Sé, em Salvador, onde ele desenhava em caixas de papelão quando não havia clientes. Também capoeirista, tinha o hábito de se vestir de branco. Vivia cercado de crianças que o tratavam como avô, costume que foi retratado por Jorge Amado no romance Dona Flôr e seus dois maridos: “O negro João Alves jamais tivera filhos nem com sua mulher nem com outras, mas arranjava madrinhas para seus netos, comida, roupas velhas e até cartas de ABC. Vivia num porão ali perto, com seus resmungos, suas mandingas, sua aparente brabeza, suas má-criações, alguns dos netos, e o porão abria sobre um vale plantado de verde, de seu buraco, o negro João Alves comandava as cores e a luz da Bahia”. Pierre Verger foi o seu maior incentivador e o primeiro a comprar uma tela pintada por Alves. Além de Jorge Amado, outra figura importante na vida de João Alves foi Odorico Tavares, que em suas crônicas se referia a João Alves e adquiriu também muitas obras. Por conta da sua situação de pobreza, João Alves muitas vezes precisou fazer seus próprios materiais de pintura e contou com a ajuda de amigos para comprar materias. João Alves participou de exposições coletivas e individuais, chegando a participar da I e II Bienais da Bahia, em 1966 e em 1968, um importante marco na carreira do artista. João Alves esteve presente na constituição do Museu de Arte Negra, em 1968, de Abdias do Nascimento. O artista também esteve presente, indiretamente, na implantação do Museu de Arte Moderna da Bahia, a exemplo de obras que fizeram parte do primeiro acervo do MAM-BA, sob a batuta de Lina Bo Bardi.

Endereço
R. Costa, 31, galeria mapa
São Paulo, Brasil - Brasil






























