Visitas guiadas são reformuladas e ganham destaque na 15ª SP-Arte

21 Mar 2019, 5:08 pm

Patrocinadas pela Vivo, as visitas guiadas da SP-Arte são gratuitas e oferecem aos visitantes uma navegação especial em meio à profusão de obras, artistas e histórias reunidas durante o Festival. Somente na edição passada, mais de mil pessoas participaram das visitas pelo Pavilhão ao longo do evento.

Nesta 15ª SP-Arte, os roteiros temáticos são preparados e conduzidos por profissionais de diversas campos da cultura, promovendo encontros e novos pontos de vista sobre a arte através destes percursos.

Conheça mais sobre os temas e alguns dos especialistas que conduzem os roteiros, e programe sua visita à SP-Arte, de 4 a 7 de abril, no Pavilhão da Bienal. Está chegando!

 


Para participar

As visitas terão partidas a cada 30 minutos, iniciando-se sempre às 14h até às 18h30. No domingo, as visitas seguem das 13h às 17h30. Os interessados deverão se inscrever presencialmente no Balcão de visitas guiadas, no segundo piso.


Educadora e artista visual licenciada em artes visuais pela UNESP. Desenvolve projetos na área da educação não-formal que entrelaçam a relação entre arte e política na contemporaneidade. Investiga metodologias de trabalho na arte-educação a partir de temas como raça, classe e gênero.

 

Quais temas e debates nas artes visuais te despertam interesse?

Me interessa investigar a poética e a materialidade no processo de criação de artistas afro brasileirxs e afro americanxs, como ressignificam técnicas, além de temas como religiões afro diaspóricas e o revisionismo na história da arte.

Poderia citar artistas ou movimentos que pretende trabalhar em seus roteiros?

Abordarei a história da arte diaspórica e a prática de artistas afro contemporâneos, como Melvin Edwards, Lorraine O’Grady, Jaime Lauriano, Ayrson Heráclito e Antonio Obá.


É curadora, editora e pesquisadora. Arquiteta (USP e Universidade do Porto, Portugal), é mestre em Museum Studies (University College of London) e em fotografia (Universitat Pompeu Fabra, Barcelona). Desde 2013 dirige o espaço cultural do Consulado Geral de Portugal em São Paulo.

 

Quais temas e debates nas artes visuais te despertam interesse?

Me interessa pensar na dimensão questionadora e propositiva da arte, na sua possibilidade de lançar perguntas, iluminar e problematizar questões e histórias, gerar encontros e propor um outro estar no mundo – individual e coletivo.

Poderia citar artistas ou movimentos que pretende trabalhar em seus roteiros?

Trabalharei com o fazer artístico mais próximo do manual e artesanal; além de trabalhos que discutem a conexão do indivíduo no coletivo e que problematizam a relação entre o ser humano e a natureza.


É escritora e pesquisadora de design. Colabora com exposições, projetos e publicações especializadas, com ênfase no moderno e contemporâneo. Graduada em Filosofia pela Pontifícia Universidade de São Paulo, foi repórter e editora-chefe da revista Bamboo de 2011 a 2016.

 

Quais temas e debates no design te despertam interesse?

O design não trata apenas de criar objetos que nos são úteis. Ele pode especular situações futuras, questionar as atuais e conversar com outros domínios do conhecimento. Esse escopo super-expandido do design é o que me interessa.

Poderia citar artistas ou movimentos que pretende trabalhar em seus roteiros?

Serão destacados os trabalhos dos modernos Zanine Caldas, Abraham Palatnik, Geraldo de Barros, Joaquim Tenreiro, Lina Bo Bardi, além das inovações apresentadas no núcleo contemporâneo.


É crítica, curadora e pesquisadora. Doutoranda em Artes Visuais pela ECA-USP, foi consultora de conteúdo do “Frestas: Trienal de Artes (2017) e, atualmente, integra o grupo de crítica do Centro Cultural São Paulo e o comitê de Acervo e Curadoria do MAC-RS.

 

Quais temas e debates nas artes visuais te despertam interesse?

Volto-me às experimentações artísticas modernas e contemporâneas do século 20 e 21, especialmente as relações entre o campo da arte e a práxis social. Também me interesso pela produção atual da crítica de arte e as intersecções entre arte e política.

Poderia citar artistas ou movimentos que pretende trabalhar em seus roteiros?

O concretismo e neoconcretismo, o realismo e a nova figuração brasileira são bons exemplos. Entre os artistas, posso citar Volpi, Maria Leontina, Lygia Pape, Lasar Segall e Portinari.  

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