“Flores”, 1945

Candido Portinari


Sobre o Artista

Candido Portinari
1903

Candido Portinari inicia sua formação artística na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), em 1919. Obtém o prêmio de viagem ao exterior em 1928 e segue para a Europa no ano seguinte. Retorna ao Brasil no início de 1931. Trabalha com intensidade, pintando principalmente retratos, sua maior fonte de renda. Como relata o historiador Tadeu Chiarelli, Portinari, no início da carreira, o artista declara a intenção de criar uma pintura caracteristicamente nacional, baseada em tipos brasileiros, manifestando admiração pela obra do pintor ituano Almeida Júnior (1850-1899). O ideal de Portinari encontra apoio nas ideias do escritor e crítico Mário de Andrade (1893-1945), que defende a necessidade da criação no Brasil de uma arte nacional e moderna. Como nota Chiarelli, para Mário de Andrade, em grande parte de suas pinturas, Portinari não está preocupado em retratar um brasileiro determinado (como faz Almeida Júnior no fim do século XIX), mas o brasileiro. Ao superar a pintura regionalista de Almeida Júnior, que antecede o modernismo, Portinari produz uma obra que possui esse caráter nacional e moderno, não apenas pelos temas tratados mas também por suas grandes qualidades plásticas. Pinta, em 1941, os painéis para a Library of Congress [Biblioteca do Congresso] em Washington D.C. (Estados Unidos), com temas da história do Brasil. Na década de 1950, as cores voltam à paleta de Portinari, que se torna mais clara. Os temas permanecem - as lembranças da infância, o drama do homem do povo e as paisagens. O artista pinta telas nas quais dialoga com a abstração geométrica, nem sempre de maneira positiva. Entre 1953 e 1956, realiza os murais Guerra e Paz (1953-1956) para a sede da ONU, em Nova York, obras de grandes dimensões, em que trabalha com uma sobreposição de planos. Esses murais apresentam um resumo da trajetória do artista, em termos de iconografia: neles estão presentes a mãe com o filho morto, os retirantes e os meninos de Brodósqui. Portinari falece consagrado como o artista brasileiro mais importante, posição que deixará de ser unânime nas décadas seguintes. Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural


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