Picks 365: Carollina Lauriano

9 ago 2019, 9h30

Aproximar os interessados em arte e design das principais galerias do ramo é o objetivo principal da SP-Arte 365. A vitrine digital permite ao usuário navegar por páginas de artistas e obras, compartilhar em suas redes sociais, e até abrir um chat com a galeria para pedir mais informações.

O Picks 365 desta vez ficou a cargo da curadora Carollina Lauriano, que tem se destacado no circuito por seus projetos com galerias e espaços independentes, além de escrever ocasionalmente para o site da SP-Arte.

Confira as indicações!



“Na série ‘Fábulas do olhar’, Virgínia de Medeiros atua como uma espécie de artista etnográfica ao registrar 21 moradores de rua de Fortaleza e coletar depoimentos sobre a história pessoal de cada um. Ao questioná-los como gostariam de ser vistos pela sociedade, a artista adentra o campo de subjetividade de cada indivíduo, questionando relações sobre a imagem real e a imagem projetada de si próprio serem indiscerníveis. Para tornar factível essa projeção de si, a artista convidou o fotoretratista Mestre Julio dos Santos, que coloriu os retratos em preto e branco tirados dos moradores pela artista.”



“O trabalhos de Vania Toledo tem como foco o retrato. Nesta série de fotografias analógicas observamos o olhar preciso da artista em revelar nuances do corpo masculino. A princípio, as imagens foram geradas para uma propaganda de perfume masculino, mas foram vetadas pelo seu caráter ousado e consideradas impróprias. Neste ano, vinte três anos após sua censura, as imagens foram reveladas pela artista e hoje assumem um viés de resistência aos tempos de controle do corpo que vivemos.”



Monica Piloni tem como ponto de partida para seu trabalho as investigações acerca do corpo e suas representações. Nessa escultura, observamos a artista em seus questionamentos sobre noções de gênero, sexualidade e subjetivação. Aqui, a beleza do corpo feminino causa uma certa estranheza, que pode ser associada tanto a uma recusa as adaptações de controle de corpos ou mesmo pelo conforto de ser quem é. Depende de quem vê.”



“Utilizando seu próprio corpo como ferramenta principal, a artista Juliana Cerqueira Leite investiga as habilidades e restrições do corpo humano. As peças esculpidas pela artista lidam com a relação entre a obra e a identidade do próprio corpo.”



“Com trabalho que se insere entre dança, mídias eletrônicas e videoarte, Analivia Cordeiro em M3X3 aponta a automatização dos gestos, as relações mecânicas entre pessoas, a artificialização da representação e a prioridade da mídia sobre a auto expressão, assuntos que soam tão contemporâneos pelo advento das redes sociais, mas que estavam sendo investigados na década de 70 pela artista.”


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