Picks 365: Camila Barella

31 mai 2019, 16h09

O site da SP-Arte tem agora uma coluna quinzenal dedicada à SP-Arte 365, plataforma digital que aproxima o público de arte e as galerias. No Picks 365, colecionadores, art advisors e formadores de opinião indicam e comentam obras cadastradas em nosso site.

A estreia ficou a cargo de Camilla Barella, colecionadora de arte e fundadora do Viva Projects.

Confira!

#respirearte


José Pancetti

 “Itanhaém”, 1945 (Simões de Assis galeria de arte)

“As marinhas de Pancetti sempre me despertam certa melancolia… Esta de Itanhaém, uma praia particularmente sem beleza retratada de maneira sublime na composição desenquadrada do pintor, me trouxe ainda uma memória afetiva, pois passei muitos verões da minha infância ali.”



Anna Maria Maiolino

“Glu-glu”, 1967 (galeria Base)

“Esta é uma gravura realizada a partir da pintura icônica de Maiolino de 1966, “Glu Glu Glu…”. As diferentes camadas de interpretação que a obra possibilita é o que mais me atrai. Ela é tanto existencialista como política; traz à tona o visceral e também traduz a instabilidade política de uma época; a situação de uma mulher imigrante que se sentia calada pela ditadura, tendo que digerir os próprios pensamentos e sentimentos que não poderiam ser expostos. E 52 anos depois a obra não poderia ser mais atual e contundente.”



Mauro Restiffe

“JK 2”, 2014 (Fortes D’Aloia e Gabriel) 

“A prática de Restiffe me interessa especialmente por ele ir em uma contra tendência da fotografia atual. O artista captura cenas reais, sem encenação prévia, utiliza a mesma câmera analógica há anos e não faz retoques em suas imagens. Este recorte de um projeto arquitetônico, aparentemente modernista, traduz o que muitas das imagens de Restiffe me incitam: intimismo e uma narrativa misteriosa.”



Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos

“Antologia Noigandres 5”, 1962 (DesapE)

“A revista Noigandres foi um publicação de extrema importância para a poesia concreta brasileira. Augusto de Campos, um dos fundadores do grupo de poesia e da revista, é um dos meus ídolos pessoais e produziu um conteúdo, tanto como poeta como tradutor, de enorme importância para a nossa vida cultural. Esta edição da Noigandres foi a última produzida e tem na capa uma reprodução de uma pintura do Volpi.”



Cinthia Marcelle

“DiaNoite”, 2019 (Vermelho)

“Esta é mais uma das obras de Cinthia Marcelle que se inspira no caos do cotidiano para reorganizá-lo de maneira poética e trazer um novo olhar para assuntos corriqueiros da nossa rotina. A forma como ela interpreta a transição entre noite e dia, além da referência ao neoconcretismo, me faz pensar na passagem do tempo por meio da matéria e da luz.”



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