10 exposições de arte para visitar em outubro

04.10.2018 – 15h15

São nos momentos de acirrado debate político que a arte se torna ainda mais necessária! Confira algumas das exposições em destaque na programação cultural de São Paulo e do Rio de Janeiro durante o mês de outubro.

 

(1) Delson Uchôa, na Zipper Galeria (SP)

De tempos em tempos, o alagoano Delson Uchôa volta-se a determinada obra para manipulá-la novamente: “Eu não abandono nada em minha produção. Esses trabalhos são a pura expressão de como me alimento de mim mesmo, em um processo autofágico”, comenta. É a partir dessa ideia que o artista lança sua segunda exposição na Zipper Galeria, “Autofagia, corrupio no olhar”, um conjunto de seis obras em grande formato desenvolvidas dos anos 1980 até hoje. Destaque para “Quaradouro”, composta por uma pintura realizada em 1989 rodeada por intervenções posteriores (1998, 2003 e 2018). A variedade de cores e materiais – característica importante do trabalho do artista – também fica clara no projeto expositivo. De 20 de setembro a 20 de outubro.

E mais: Celina Portella

No andar de cima da galeria, aproveite para ver “Subtrações”, individual da carioca Celina Portella. A artista usa o próprio corpo para explorar os limites da imagem e sua materialidade. De 20 de setembro a 20 de outubro.

 

(2) Avaf, na Casa Triângulo (SP)

Em “Aquele vestígio assim féerico”, Avaf – Assume vivid astro focus, coletivo criado por Eli Sudbrack em 2001, exibe dezessete pinturas de grande formato e seis tapeçarias, que suspensas por braços robóticos na galeria, aparecem como peças dançantes. Avaf mostra ainda a série inédita “Avalanches vulcões asteróides furacões” – uma compilação de mais de sessenta vídeos, produzidos entre 2003 e 2016 com câmeras de celular. Os materiais documentam exposições, aberturas, performances, bem como momentos mais íntimos e de inspiração. De 22 de setembro a 27 de outubro.

 

(3) Museu Histórico Nacional, na Pinacoteca (SP)

Com curadoria de Valéria Piccoli, curadora-chefe da Pinacoteca, e Paulo Knauss, diretor do Museu Histórico Nacional (Rio de Janeiro), a coletiva apresenta uma seleção de obras das duas instituições, incluindo telas em grande formato e obras em papel – algumas delas inéditas ou pouco vistas pelo público geral. Uma série de pinturas do italiano Edoardo de Martino é destaque na exposição ocupando uma sala própria. De 6 de outubro a 28 de janeiro.

 

(4) Daniel Jablonski, na Galeria Janaina Torres (SP)

Contar a história de uma vida a partir dos objetos acumulados ao longo dos anos é o objetivo da mostra “As coisas”, de Daniel Jablonski. Com curadoria de Leonardo Araujo Beserra, a exposição apresenta uma pesquisa iniciada em 2017, em que o artista pretende reconstituir a cronologia de seus 33 anos a partir dos resíduos materiais que passaram por sua vida. Daniel Jablonski foi o ganhador do Prêmio de Residência Kaaysá / SP-Arte/Foto, lançado na última edição da Feira de Fotografia de São Paulo. De 17 de outubro a 15 de dezembro.

 

(5) Fernanda Papa de Boer, na Galeria VilaNova (SP)

“Enquanto me envolver”, de Fernanda Papa de Boer, exibe dezesseis obras inéditas, entre pinturas em técnicas variadas, esculturas, vídeo, áudio e instalação, e aborda um universo peculiar da artista, em que o real contrasta com o imaginário. “Busco dirigir os espectadores para os meus caminhos do inconsciente”, afirma a artista. De 18 de outubro a 21 de novembro.

 

(6) Coletiva, na Galeria Athena

A Galeria Athena Contemporânea e a Athena Galeria de Arte acabam de se fundir sob um único nome: a Athena. Além do espaço em Copacabana, a nova galeria ocupa, a partir de setembro, um casarão de 1938 no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Exposições, palestras e visitas guiadas recebem o público por lá. Para começar, a coletiva “Com o ar pesado demais pra respirar”, com curadoria de Lisette Lagnado, reúne obras de importantes artistas como Anna Bella Geiger, Artur Barrio e Letícia Parente. De 21 de setembro a 24 de novembro.

 

(7) Miguel Rio Branco, na Silvia Cintra + Box 4

Ao contrário das duas últimas exposições de Miguel Rio Branco na galeria, os trabalhos exibidos em “Através do olhar dourado” não têm a presença da figura humana. Entre dípticos, trípticos e polípticos – montados pelo artista como um quebra-cabeça de fotografias de diferentes momentos e lugares – a exposição se constrói como um exercício de não temas, apenas uma viagem do artista sobre paisagens, detalhes arquitetônicos, cavalos, uma roda gigante desativada, restos de coisas e relíquias. De 27 de setembro a 27 de outubro.

 

(8) Anna Bella Geiger, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ)

Com curadoria de Ulisses Carrilho, a exposição “Qualquer direção fora do centro” reúne vídeos, fotos e gravuras da carioca Anna Bella Geiger. O título da exposição vem de uma videoarte – linguagem na qual a artista foi pioneira no Brasil  – produzida em 1975. “É um cartaz que ela segura na floresta do próprio Parque Lage. A exibição aborda as múltiplas linguagens trabalhadas pela artista nos anos 1970, com trabalhos que flexionam a ideia de centro e periferia”, afirmou o curador a’O Globo. De 28 de setembro a 28 de outubro.

 

(9) Letizia Battaglia, no Instituto Moreira Salles (RJ)

O trabalho da italiana Letizia Battaglia relaciona-se intimamente à cidade onde nasceu: Palermo, na Sicília. Como editora de fotografia do jornal L’Ora, ela documentou boa parte dos acontecimentos da região, principalmente entre os anos 1970 e 1980, o auge das organizações mafiosas. A exposição no IMS Rio tem curadoria de Paolo Falcone, especialista na obra da fotógrafa, e é uma adaptação do projeto montado em Palermo (Cantieri Generali della Zisa) e em Roma (Maxxi). A mostra reúne 58 imagens, exemplares de publicações e vídeos, entre eles o documentário “La mia Battaglia” (2016), do cineasta siciliano Franco Maresco. De 30 de setembro a 17 de fevereiro.

 

(10) Julio Le Parc, na Galeria Nara Roesler (RJ)

Em homenagem aos noventa anos do artista – grande mestre da arte cinética –, a exposição “Julio Le Parc: obras recentes” traz pinturas inéditas da série “Alchimie”, assim como esculturas e móbiles de séries anteriores. As “alquimias” atuais, em acrílica sobre tela, são trabalhos em grande escala, concebidos a partir de vários estágios de desenhos e de pinturas menores que se expandem em composições modificadas progressivamente. “Em algumas pinturas vemos um grande centro preto que, circulado por uma sobreposição de cores agrupadas e sobrepostas, parece atomizado, o que provoca um efeito simultaneamente desorientador e hipnótico”, afirma Le Parc. De 26 de setembro a 14 de novembro.

 

Veja a lista completa de exposições!

 

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