Designers independentes da SP-Arte/2018: siga acompanhando sua produção criativa

26.04.2018 – 13h02

Além das grandes galerias de design brasileiro, o terceiro andar do Pavilhão da Bienal apresentou uma boa surpresa durante SP-Arte/2018: os designers independentes. Novidade da edição, os doze expositores chamavam atenção pela sua produção autoral, em pequena escala e criativa. Confira abaixo o que cada um deles apresentou no Festival e siga acompanhando sua produção independente:


Alva

A dupla Susana Bastos e Marcelo Alvarenga fundaram a Alva Design há quatro anos, em Belo Horizonte, e logo lançaram o Banco Gui, em homenagem a seu pai e inspirado nos antigos tamboretes mineiros. Na SP-Arte, eles apresentaram a nova cartela de cores dessas peças em quatro tamanhos diferentes. Na série Palhaço, eles apresentaram objetos decorativos feitos de pedra sabão.

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ANA NEUTE POR ITENS

Ana Neute apresentou trabalho artesanal das mulheres do Jalapão, no Tocantins, com o capim dourado. Intitulada Bruta, a coleção apresentada no estande é integrada por arandelas, pendentes e luminárias com diferentes tamanhos e quantidade de lâmpadas.

Com entrevistas para jornais como o francês Le Monde, Ana Neute comemora a participação na SP-Arte: “As pessoas que passaram no estande foram artistas, arquitetos renomados, estudantes, colecionadores… foi um intercâmbio muito legal para nós”. Suas peças ainda podem ser encontradas no showroom da Itens.

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Bianca Barbato

A grande quantidade de lixo descartado diariamente é tema da série Lixo, que inclui luminárias e uma mesa de centro, usando latão fundido para criar a reprodução dessas embalagens. Elas são edição limitada.

A designer paulistana fundou seu estúdio no Rio de Janeiro, em 2008, mas reside em São Paulo desde 2009, onde desenvolve criações em grande parte inspiradas no cinema, meio onde também trabalhou.

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Domingos Tótora

Nascido na cidade mineira de Maria da Fé, na Serra da Mantiqueira, Domingos Tótora tem como inspiração a natureza e o papelão como matéria-prima do seu trabalho. Para a SP-Arte, ele levou dois novos bancos criados com massa de papelão reciclado. Seus móveis, objetos e esculturas são feitos por artesãos.

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F. STUDIO ARQUITETURA + DESIGN

Na SP-Arte/2018, o estúdio apresentou algumas peças em madeira maciça de demolição Braúna, proveniente de uma fazenda do século 19, na região de São João Del Rei, Minas Gerais. As peças mais procuradas foram a Estante Dots e o Carrinho Ambulante, que ainda podem ser encontrados na loja online no site da Boobam ou em seu ateliê no Rio de Janeiro. “Foi muito importante para nós presenciar a boa aceitação e o interesse do público da SP-Arte em entender o processo de produção e execução das peças ”.

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gustavo bittencourt

Para a SP-Arte/2018, o designer levou peças únicas feitas com aço inox e jacarandá de demolição – madeira emblemática na historia do design brasileiro. Suas três peças – banco, estante e poltrona – foram grandes sucessos no Pavilhão: “Fizemos uma estrutura muito limpa, leve, elegante, utilizando o aço inox, polido e escovado, com a intenção de valorizar ao máximo a madeira”.

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Humberto da Mata

Conhecido pelo desenho dos seus bancos, Humberto da Mata inovou na SP-Arte/2018, e trouxe uma coleção de cerâmicas intitulada Morphus. Os seis vasos formam uma série limitada em que utiliza a técnica de um disco rotatório onde é colocada a argila e juntamente com o movimento circular do disco se modela às peças com as mãos. Para o acabamento, ele usou partículas de vidro coloridas que, no processo de queima, se fundem à peça.

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INDIO DA COSTA

Em sua primeira linha de cadeiras que explora a madeira como principal matéria-prima, Guto Indio da Costa juntou-se com a San German para apresentar a coleção Machina&Manus. A ideia era unir o pensamento autoral e artesanal com os processos fabris permitidos pela tecnologia digital. Estiveram presentes em seu estande cadeiras como Lep e Pris – releituras de suas conhecidas cadeiras de plástico, agora executadas em madeira. “A experiência da SP-Arte foi muito interessante como uma forma de relacionamento com um público que tem grande afinidade com estética e design”.

Por se tratar de um pré-lançamento, as peças exclusivas estão, por enquanto, disponíveis apenas por reservas.

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Jahara Studio

O carioca Brunno Jahara lançou, durante o Festival, a série Bichos, desenvolvida com o Obra Ateliê, de Débora Bensusan. A série com vinte vasos fazem alusão ao macaco e ao elefante. Ele também levou uma série limitada de talheres e vasos de cerâmica. Participante bissexto de feiras de arte, Brunno tem produção em menor escala e apostou no público do Festival, cujo “gosto pela arte também faz enxergar o design com outro olhar”.

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Maneco Quinderé

O designer que assina a iluminação de espetáculos, shows, balés, óperas, desfiles e exposições levou para o Pavilhão a série Matilha, formada por luminárias lúdicas de tiragem limitada que, em conjunto, compunham uma matilha de luz – daí o título da série.

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Noemi Saga

Na marcante Nuno Lamp, Noemi Saga usou planos e recortes inspirados no origami, no concretismo e no brutalismo. A luminária tem o acabamento inspirado no Shou Sugi Ban ou Yakisugi, técnica antiga japonesa de queima da madeira que revela diferentes tonalidades e o desenho dos veios. Outro destaque do seu estande foi a mesa Tepacê, com estrutura que remete às espinhas de peixe, e a cadeira Madeleine, inspirada nos móveis brasileiros dos anos 1940 e 1950.

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Rain

Formado em 2014 por Mariana Ramos e Ricardo Inneco, o estúdio Rain, teve como destaque a coleção Piscina, que tem esse nome por conta do vidro translúcido usado no topo de suas mesas de centro. O nome lúdico também remete ao descanso e bons momentos de lazer. As peças produzidas em aço carbono têm uma escada em miniatura que podem ser colocadas em posições diferentes. Também foram destaques as séries limitadas das Correntes e luminárias Ferrão. Suas peças podem ser encontradas diretamente no estúdio.

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