15ª edição da SP-Arte recebe curadora-chefe de museu em Houston

11.01.2019 – 15h28

A SP-Arte segue atenta às tendências do circuito internacional de arte, em diálogo constante com galerias e instituições de todo o globo. Na próxima edição do evento, a arte latino-americana ganha holofotes. A curadora-chefe do Departamento de Arte Latino-americana do Museum of Fine Arts de Houston (EUA) e diretora do ICAA (International Center for Arts of the Americas, EUA), Mari Carmen Ramírez é uma das presenças confirmadas nesta 15ª SP-Arte.

Sua vinda a São Paulo será realizada ao lado de um grupo de colecionadores que visitarão a Feira, galerias e instituições da cidade. Figura essencial para a valorização da arte produzida na região, Ramírez foi a responsável pela fundação do Departamento de Arte Latino-americana do MFA Houston em 2001 e, desde então, adquiriu mais de setecentas obras de artistas como Lygia Clark, Hélio Oiticica, Carlos Cruz-Diez and Cildo Meireles.

Além do grupo, a Feira, que ocorre entre 3 e 7 de abril de 2019, no Pavilhão da Bienal, convidou a chilena Alexia Tala para a curadoria do setor Solo. Curadora independente e diretora artística da Plataforma Atacama, Tala chega com a missão de refletir sobre as múltiplas identidades da América Latina, traçando relações entre narrativas aparentemente desconexas.

A força latino-americana

Em 2018, a arte latino-americana figurou como o centro das atenções do mundo das artes. Além de artistas da região alcançarem número recorde de exposições em instituições norte-americanas e europeias, ganharam força de mercado. Desde janeiro, são inúmeros os exemplos que sinalizam essa movimentação. A tela “Os rivais”, de Diego Rivera, por exemplo, bateu recorde e alcançou uma marca histórica para um artista latino-americano em leilão. A obra foi vendida por US$ 9,76 milhões – mais de R$ 35 milhões.

Foi em 2018 também que a Phillips, uma das mais renomadas casas de leilão do mundo, passou a incorporar o segmento de arte latino-americana a suas vendas de arte contemporânea – o movimento teve início no ano anterior, com um primeiro passo dado nessa direção pela Sotheby’s.

Outra ação institucional que elevou o patamar da arte latina foi a doação de Patricia Phelps de Cisneros, dona de um dos maiores acervos de arte latino-americana, a alguns dos mais importantes museus do mundo. Foram duzentas obras, distribuídas entre seis instituições, entre as quais o MoMA, de Nova York, o Reina Sofia, de Madrid, e o Museu de Arte Moderna, de Buenos Aires.

 

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