Curador do Open Plan, Jacopo Crivelli Visconti antecipa novidades para a SP-Arte/2016

8 mar 2016, 17h45

O Open Plan chega com novidades à SP-Arte/2016. Em seu segundo ano, o setor, voltado para grandes esculturas, instalações e site-specific, ocupa o segundo andar do Pavilhão da Bienal – diferentemente de 2015, quando esteve no terceiro pavimento. Além disso, a nova edição apresenta obras inéditas e comissionadas especialmente para a SP-Arte.

A mostra integra a programação de eventos curados da Feira e, assim como no último ano, está a cargo de Jacopo Crivelli Visconti. Nesta entrevista, o curador fala sobre sua segunda experiência à frente do projeto e compartilha expectativas para o evento. Confira!

 


SP-Arte: Pela primeira vez, as obras do Open Plan serão especialmente comissionadas para a SP-Arte. Como você vê esse iniciativa da Feira?

Jacopo Crivelli Visconti: Num momento bastante complexo como o que estamos vivendo, o papel da SP-Arte tem que ir muito além do aspecto comercial. É também para isso que decidimos, com [a diretora] Fernanda Feitosa, mudar o formato do Open Plan e passar a oferecer aos artistas/galerias participantes uma verba para produção. É uma maneira de afirmar que a criação não pode parar, e que a Feira quer contribuir de várias maneiras no cenário atual.

 

SP-Arte: Como você articulou a curadoria do setor? A seleção procura artistas ou projetos específicos?

JCV: Complementando o que dizia antes sobre o papel da Feira no momento atual, do ponto de vista das participações internacionais, tive como objetivo primordial trazer para o Open Plan artistas que acompanho e que já têm uma carreira internacional bastante sólida, mas que por alguma razão ainda eram pouco ou nada conhecidos no Brasil. Além disso, quis também convidar galerias cujo programa me parece mais consistente, mas que até hoje não tinham participado da SP-Arte.

 

SP-Arte: Como manter vivo o diálogo das obras com o espaço, o Pavilhão da Bienal, na nova área do setor?

JCV: No ano passado o espaço era maior, porque o objetivo era trazer um conjunto de instalações de grande porte. Neste ano optamos por trabalhar mais de perto com os artistas, através da produção de obras novas, e não havia mais necessidade de um espaço tão amplo. Mesmo assim, o total de metros quadrados dedicados ao Open Plan continua bastante grande, quase 2.000 m². Do ponto de vista da relação com a arquitetura, a nova localização é, para mim, até mais interessante, porque “open plan” é uma expressão apropriada do vocabulário modernista e define o espaço neutro, aberto, em estado de potência. Nesse sentido, me parece que o segundo andar, onde o setor está situado neste ano, é até mais apropriado que a área do ano passado.

 

SP-Arte: Quais são as suas expectativas para a SP-Arte/2016?

JCV: É muito difícil fazer previsões. Acho que as crises podem ser momentos fundamentais, no sentido de que a falta de recursos faz com que o ritmo diminua e haja mais tempo para reflexão e construção de pensamento – algo naturalmente fundamental em uma atividade essencialmente intelectual como a nossa, e que, na última década, em que o mercado foi extremamente dinâmico e até voraz, faltou em alguns casos.

 


 

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#sparte2016