Coletiva "Até aqui tudo bem" reflete sobre permanência e desaparecimento na White Cube

1 fev 2015, 21h14

“Essa é a história de um homem que cai de um prédio de 50 andares. Durante a queda, ele repete sem parar, para se reconfortar: ‘Até aqui tudo bem, até aqui tudo bem, até aqui… tudo bem.’ O importante não é a queda, é a aterrissagem.”

Essa anedota contada por um personagem do filme “La Haine”, de Mathieu Kassovitz, aliada a reflexões em torno das caixas pretas de aviões, são o ponto de partida da exposição que tem preview neste sábado (07) e abre na terça-feira (10) para o público na sede paulistana da galeria White Cube.

O foco de “Até aqui tudo bem” é o segundo antes da aterrisagem, o inconcluso. Os artistas participantes lidam, cada um à sua maneira, com a questão da fragilidade das estruturas, trabalham a partir de vestígios e evidências. Todos são convidados a pensar a permanência e o desaparecimento e a achar ou perder caixas pretas no caminho.

Artistas em início de carreira encontram outros consagrados que integram o programa da White Cube. Entre os nomes confirmados estão Bernardo Glogowski, Daniel Albuqueque e Rita Vidal, além dos convidados do programa da galeria, Kris Martin e Miroslaw Balka.

“Até aqui tudo bem” fica em cartaz até 28 de março na Rua Agostinho Rodrigues Filho, 550, na Vila Mariana. Mais informações no site.