Convidado da SP-Arte/Foto, galerista Peter MacGill fala sobre o momento da fotografia

18 ago 2015, 15h24

Diretor de uma das maiores galerias de fotografia de Nova York, a Pace/MacGill, o norte-americano Peter MacGill vem ao Brasil para a SP-Arte/Foto 2015.

Com experiência de quase 40 anos no mercado, ele chega a São Paulo para conhecer o trabalho de artistas brasileiros e latinos.

Nesta entrevista exclusiva, MacGill fala sobre suas atividades e expectativas para a viagem. Confira!

SP-Arte: Você atua há décadas no mercado da fotografia e junto aos mais importantes nomes da área. Para onde direciona seu olhar de curador e diretor hoje em dia? O que o chama atenção?

MacGill: Nossa olhar é para frente e, ao mesmo tempo, cuidadoso com as carreiras e legados dos artistas que representamos por anos. Dito isso, estamos muito interessados em “screen-based art” e recentemente exibimos o trabalho de David Hockney, Michael Rovner e Richard Benson. Temos certeza que há muito ainda por vir.

Estamos atualmente trabalhando para disseminar fotografias de nossos artistas para instituições e coleções em localidades geograficamente diversas. Se tivermos sucesso, esperamos que outras culturas e pensadores possam ter acesso ao que fizeram e ao que possam estar fazendo no momento também.

SP-Arte: Como avalia o momento atual da fotografia? Tópicos controversos como a fotografia de aparelhos celulares o interessam?

MacGill: Claro – é um momento interessante no mercado. As casas de leilões e sites de vendas estão tendo impacto no tipo de negócio que nós, galerias, praticamos. A ideia de interagir fisicamente com fotografias (em paredes de museus ou galerias) é menos importante para algumas pessoas hoje do que era no passado. Alguns colecionadores têm se realizado observando e adquirindo fotografias online. Essa atividade produz um novo tipo de “expert” que pode não ter dedicado seu tempo a se envolver com os objetos em si. Apesar de todos os profundos avanços tecnológicos, não devemos nos esquecer do poder da impressão fotográfica e de nossa interação com ela.

O atual cenário é de grandes oportunidades para artistas, como aquele em que André Kertész se aventurou em 1926 quando conseguiu uma Leica. Essa colaboração mudou o mundo visual e acredito que smartphones e “screen-based art” trazem uma oportunidade similar para invenção, inovação e mudança.

SP-Arte: Observamos que sua galleria ainda não representa artistas latino-americanos. O que espera desta visita a São Paulo e à SP-Arte/Foto? Já tem algo em mente?

MacGill: Estou honrado em vir a São Paulo e felizmente tenho um calendário repleto de visitas a artistas, instituições, galerias e à SP-Arte/Foto. Estou ansioso em ver muitos trabalhos com os quais não estou familiarizado.

#spartefoto2015