Hélio Melo
A exposição Hélio Melo evidenciou a diversidade da trajetória de um artista singular. Sob curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, a mostra rememorou o percurso de Hélio Melo (1926–2001), cuja vida foi marcada por múltiplas profissões: seringueiro, catraieiro, barbeiro, vigia, escritor, poeta, músico e, acima de tudo, artista. Em fins da década de 1970, depois de se estabelecer em Rio Branco e começar a pintar a floresta pela memória, Melo participou de exposições locais, despertando o interesse de renomados artistas e críticos, como Sergio Camargo e Frederico Morais, que se converteram em entusiastas de seu trabalho. Para Jacopo, as obras de Melo apresentavam uma organização espacial de teor teatral ou cinematográfico, sugerindo encenação e mise en scéne, em detrimento de uma representação literal e simplista da realidade. A exposição apresentou a interpretação da floresta por Melo, retrato que manteve sua relevância mais de vinte anos após a morte do artista. Uma programação paralela incluiu uma Mostra de Filmes, veiculada no canal do YouTube da Almeida & Dale. A seleção exibiu obras históricas e recentes que ressaltavam o universo artístico, literário e musical de Melo, além de denunciar os impactos da ocupação da Amazônia Ocidental e seus efeitos sobre os povos da floresta. No Ciclo de Conversas que teve lugar na galeria e na Filmoteca Acreana, em Rio Branco no Acre, foram realizados encontros que tratavam de questões alinhadas ao espírito inquieto e á poética do artista, nos quais se exploraram as conexões entre seu legado e outras expressões artísticas e formas de narrativa, percorrendo temas como o Acre, a borracha, Chico Mendes, arte contemporânea, cinema, a vida do artista e fotografia.

Endereço
R. Caconde, 152, Almeida & Dale
São Paulo, Brasil - Brasil




















































