Depois da estrela perdida
Individual Depois da estrela perdida, com texto curatorial de Keyna Eleison. A caverna e o sol podem ser o mesmo lugar. Foram algumas das palavras que escutei de Arorá enquanto conversamos sobre seu processo e seus trabalhos para a exposição. E essa sentença ecoa em meus ouvidos docemente e definitivamente. E é a atmosfera desenvolvida por Arorá que se faz presente. A massa física para o desenvolvimento de seus trabalhos é intensa e nos entrega uma cor branca que se amalgama em brilho e mais intensidades e cores por conta dos rasgos de cor que a artista deita. Se engana quem imagina que seu trabalho está entregue em tudo que vemos. É preciso tempo e ainda sim não se pode chegar perto de tudo que os compõe. Quando Arorá fala que “a caverna e o sol podem ser o mesmo lugar”, ela nos convida a transcender as fronteiras aparentes entre o interior e o exterior, entre o escuro e o luminoso. Sua arte nos leva a uma jornada de descoberta, onde as sombras da caverna se transformam em raios de sol que iluminam nossa relação. No entanto, Arorá vai além da mitologia e da física estelar. Ela cria sua própria atmosfera, uma atmosfera de significado e reflexão. Cada obra sua é um convite a mergulhar nas profundezas do pensamento e da emoção, a dançar pelas frestas e nas silhuetas de seu percurso. Suas criações não são meramente objetos, mas portais, e ao mesmo tempo simples coisas nelas mesmas, estão ali existindo em sua integridade. A caverna e o sol se tornam metáforas de percepções, onde o escuro e o luminoso se entrelaçam. Ao passo que continuamos a perceber o que Arorá desenvolve, encontramos suas obras como pedaços de um quebra-cabeça cósmico, e cada peça nos aproxima um pouco mais da caverna e do sol, que, de fato, podem ser o mesmo lugar. Keyna Eleison.

Endereço
Rua Dias Ferreira, 175/301, Quadra
Rio de Janeiro, Brasil - Brasil












