A realidade máxima das coisas
Nesta exposição, estão 10 mestres artistas e uma lenda. Os mestres são Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Yutaka Toyota, Megumi Yuasa, Tikashi Fukushima, Takashi Fukushima, Flavio Shiró, Tomoshige Kusuno, Jorge Mori, Kazuo Wakabayashi. A lenda é Tsuguharu Foujita. Ou, como ele preferia na sua vida ocidental, Foujita. Nesse caso, também estamos diante de um mestre, mas a sua vida aventurosa, as suas viagens e a sua capacidade de adaptação estabelecem um sinal duplo, o do mestre artista, o do homem no mundo. Esses artistas viveram uma extraordinária experiência. Foram formados numa cultura milenar onde o silêncio está presente e a linguagem é, ela própria, um novo ser no mundo. Nessa cultura, a arte não quer nos convencer de nada: ela pretende nos oferecer uma experiência perceptiva. Em regra, o fruidor percebe o momento que passa e é fugidio. O sinal de uma vida permanente, pois, em condições semelhantes, o acontecimento se repete e, finalmente, em si mesmo, o fruidor percebe como esse contato alargou a sua percepção do real. É o universo da expressão mínima. E esses artistas entram em contato com a cultura solar, a vivência brasileira da plena luz. O mundo em que a criação é a expressão máxima. E, nesse contato com o Novo Mundo, em que o futuro está sempre presente, em que o tempo representa o sonho da liberdade, do prazer e da felicidade, esses mestres artistas elaboram, cada um à sua maneira, o diálogo visual com esse espaço no qual o tempo se prolonga ao infinito. Jacob Klintowitz, curador

Endereço
R. Doutor Melo Alves, 400, Galeria Frente
São Paulo, Brasil - Brasil








