Retrospectiva 2018: As mais lidas no site da SP-Arte

21 Dec 2018, 10:18 am

Além de realizarmos a SP-Arte, em abril, e a SP-Arte/Foto, em agosto, temos uma intensa produção de conteúdo sobre o mundo das artes ao longo do ano. Reveja algumas de nossas principais reportagens em 2018. Boas festas!


Com curadoria de Marcello Dantas, “Ai Weiwei Raiz” estreou em outubro, na Oca (Parque Ibirapuera), em São Paulo, e segue em cartaz até 20 de janeiro de 2019. A mostra foi a primeira individual do artista chinês no Brasil, e uma das maiores realizadas por Weiwei, com quase 8 mil metros quadrados de extensão e cerca de setenta obras. Além de trabalhos icônicos, a exposição reuniu peças recentemente confeccionadas, muitas delas em ateliês brasileiros. Na abertura, batemos um papo com o curador, que revelou os bastidores do projeto.

 

 


2017 foi um ano de estreias no Instagram. Enquanto a artista Cindy Sherman tornou público seu perfil, a fotógrafa Nan Goldin se lançou na rede social – exibindo alguns trabalhos até então inéditos ao público. Por isso, em janeiro deste ano, decidimos reunir os perfis de importantes artistas no Instagram. Confira novamente!


Exposições de videoarte se espalharam pela cidade de São Paulo ao longo de 2018, a exemplo das individuais do escocês Douglas Gordon, no Instituto Moreira Salles, e do norte-americano Bill Viola, no Sesc Paulista. Para compor uma lista com importantes videoartistas, pedimos a produtores culturais e curadores que escolhessem personagens representativos dessa expressão. Nomes icônicos e jovens talentos – do Brasil e do mundo – foram mencionados por Solange Farkas, Roberto Cruz e Gabriel Zimbardi. Relembre aqui.


Na contramão das 32 edições passadas, a Bienal de Arte de São Paulo de 2018 não escolheu um tema para estruturar a exposição. No lugar, o evento propôs uma soma de trabalhos individuais, exaltando as particularidades de cada artista e a compreensão pessoal dos espectadores frente às obras. Além dos projetos individuais, o curador Gabriel Pérez-Barreiro convidou sete artistas-curadores que organizaram mostras coletivas. Relembre quem esteve por trás da 33ª Bienal de São Paulo, que aconteceu de setembro a dezembro.


Beyoncé e Jay Z, ou The Carters (como se autoproclamam), pararam a internet em meados de junho ao lançarem o clipe de “Apeshit”, um das músicas do álbum “Everything is love”. O vídeo foi inteiro montado em torno das referências artísticas de um dos maiores e mais importantes museus do mundo: o Louvre, em Paris. No vídeo, Beyoncé, Jay Z e seus bailarinos – quase todos negros – são mostrados como verdadeiras obras de arte da instituição, o que gera uma reflexão em torno do racismo na história da arte e a falta de representatividade negra em espaços institucionais. Relembre as principais obras de arte exibidas.

 


Uma das exposições mais esperadas do ano estreou em janeiro: a primeira retrospectiva brasileira do norte-americano Jean-Michel Basquiat cujo trabalho ajuda a traduzir o espírito da cidade de Nova York, nos anos de 1970 e 1980. Gratuita, a mostra fez um tour pelo Brasil, passando por São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro – onde fica em cartaz até 7 de janeiro de 2019. Na época da abertura paulistana, listamos oito características da obra do artista que transpareciam em algumas das oitenta peças expostas, entre quadros, desenhos, gravuras e cerâmicas. Confira novamente!


A sueca Hilma af Klint, cuja individual estreou em janeiro na Pinacoteca de São Paulo, revolucionou a própria história da arte. A descoberta recente da obra da artista gerou incertezas sobre a verdadeira origem do abstracionismo: os trabalhos de Hilma mostram que ela produzia pinturas abstratas antes mesmo dos grandes mestres do movimento, como Kandinsky, Mondrian e Malevich. Na abertura, conversamos com Jochen Volz, diretor da Pinacoteca e um dos curadores da exposição que reuniu cerca de 130 obras da artista. Reveja aqui!

 


Uma das principais exposições do ano, “Histórias afro-atlânticas” estreou no Museu de Arte de São Paulo (Masp) no fim de junho de 2018. Com curadoria de Adriano Pedrosa, Lilia Schwarcz, Hélio Menezes, Ayrson Heráclito e Tomás Toledo, a mostra reuniu representações das culturas afro-atlânticas, assim como trabalhos de importantes artistas negros de todo o mundo. A todos que visitaram o projeto com cerca de 450 obras, de diferentes períodos e estilos, uma escultura chamava a atenção. Reveja a entrevista com Flávio Cerqueira, autor da peça.


Revisitar espaços do passado e captar as transformações que aconteceram ali. Essa foi a missão que o fotógrafo modernista German Lorca, 96 anos, assumiu ao aceitar produzir um ensaio exclusivo para a Revista SP-Arte. A publicação foi feita especialmente para a 12ª Feira de Fotografia de São Paulo, que aconteceu de 22 a 26 de agosto, no Shopping JK Iguatemi. As câmeras de Lorca voltaram a cinco lugares icônicos registrados por ele entre os anos 1950 e 1970. O curador Eder Chiodetto, autor do texto que acompanha o ensaio na revista, José Henrique Lorca, filho de German, e o próprio fotógrafo foram responsáveis pela escolha dos pontos a serem revisitados. Reveja o vídeo do making of e relembre o resultado do ensaio.


De perto nenhuma obra de arte é normal! Quem percorreu os corredores da SP-Arte 2018 percebeu que entre as 5 mil obras expostas no Pavilhão da Bienal, alguns materiais para lá de inusitados foram escolhidos pelos artistas. Um carro enferrujado, um bico de tucano, recortes de bicicletas, latas e garrafas reutilizadas e até um meteorito serviram como elementos criativos para peças de artistas representados por galerias nacionais e internacionais. Veja novamente algumas das peças expostas durante o Festival Internacional de Arte de São Paulo, que se realizou de 11 a 15 de abril.