Nova mostra de Miguel Rio Branco no Masp destaca fotografias no Pelourinho dos anos 1970

27.06.2017 – 10:50 am

O Masp – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand inaugura no dia 29 de junho (quinta-feira) Miguel Rio Branco: nada levarei qundo morrer, segunda exposição do fotógrafo no museu, quase 40 anos após a individual Negativo Sujo, em 1978.

Com curadoria de Adriano Pedrosa, Rodrigo Moura e Tomás Toledo, a mostra exibe uma seleção de 61 fotografias da série “Maciel”, realizada no bairro de mesmo nome na região do Pelourinho, em Salvador, que Rio Branco frequentou durante seis meses de 1979.

O título da mostra tem origem na sentença “Nada levarei qundo morrer, aqueles que mim deve cobrarei no inferno”, que ocupa o centro da composição de uma das obras. Escrita em vermelho, a frase está em uma parede interna, amarelada e desgastada, e cuja palavra “inferno” quase desaparece em meio a manchas escuras. Essa é a fotografia que abre a exposição e dá o tom dos demais trabalhos expostos: são cenas de ambientes públicos e privados, como prostíbulos, bares, calçadas e quartos, de personagens que vivem e convivem em uma área estigmatizada e marginalizada pela prostituição, pobreza e criminalidade.

 

Sexualidade em duas novas mostras

Na mesma ocasião da abertura de Miguel Rio Branco: nada levarei qundo morrer, o Masp inaugura outras duas mostras dedicadas à temática da sexualidade.

Toulouse-Lautrec em vermelho apresenta 75 obras do francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), cujas composições retratam cabarés, maisons closes e personagens da vida noturna parisiense do século 19. Já Tracey Moffatt: Montagens ocupa a sala de vídeo do 2º subsolo do museu com três vídeos da série “Montages”, assinados pela artista australiana entre 1999 e 2015 e que tratam de questões de raça, gênero e alteridade a partir de cenas de filmes comerciais.

 

Serviço

Miguel Rio Branco, Toulouse-Lautrec e Tracey Moffatt seguem em cartaz no Masp até 1º de outubro. O endereço: Avenida Paulista, 1578. Mais informações no site.