Nova curadora do Solo, Luiza Teixeira de Freitas fala sobre a edição mais internacional do setor

17 Mar 2016, 3:31 pm

Dedicado a mostras individuais, o setor Solo da SP-Arte recebe neste ano 16 galerias, das quais 11 são estrangeiras. A curadoria está a cargo de Luiza Teixeira de Freitas, nascida no Rio de Janeiro e com passagens por Nova York, Lisboa e Londres, onde vive.

Nesta entrevista, Luiza fala sobre o trabalho que realiza em diálogo com artistas e galerias – muitos deles estreantes na Feira, como a própria curadora –, além de compartilhar expectativas para a SP-Arte/2016. Confira!

SP-Arte: O setor Solo, em edições anteriores, proporcionou experiências intimistas, de imersão nas obras dos artistas. Que tipo de experiência você, como curadora, espera criar neste ano?

Luiza: Acho que a experiência vai continuar sendo bastante intimista. Houve, em todos os casos, diálogo com as galerias e a tentativa de que os projetos expostos fossem inéditos, pensados para a SP-Arte – e, de fato, praticamente todos são. Tenho a sensação de que as escolhas feitas pedem tempo do visitante, de certa forma um processo de abrandamento do ritmo que se sente em feiras de arte. Mas estou confiante que vai funcionar bem, porque os projetos são todos muito fortes.

SP-Arte: O que é indispensável ao artista para que apresente uma individual no Solo?

Luiza: Procuro um projeto resolvido (não necessariamente terminado), que consiga se segurar sozinho e criar uma ligação com o público que seja significativa, produtiva e que acrescente algo.

SP-Arte: Como se dá o processo de seleção dos artistas?

Luiza: Em quase todos os casos, há bastante diálogo com as galerias, como mencionei antes. Não há nenhum projeto no Solo em que eu não acredite ou não esteja apoiando 100%. É mesmo indispensável que haja uma sinergia muito boa não só na minha relação com o trabalho do artista, mas também na minha relação com as galerias.

SP-Arte: Esta é sua primeira experiência na curadoria de um setor da SP-Arte. Quais são as suas expectativas para a Feira?

Luiza: Essa pergunta é difícil. Eu sou uma pessoa que cria poucas expectativas. Sou muito positiva e acredito que todos os momentos são bons quando os projetos são criados com dedicação, trabalho e coerência. Estou vivendo esse projeto “um dia de cada vez” e ansiosa para estar na Feira criando o máximo de pontes entre público, expositores e artistas.

 

Anote: a SP-Arte/2016 acontece de 07 a 10 de abril no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Saiba mais sobre o Solo aqui e acompanhe as novidades no Facebook, Twitter e Instagram!

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