Galeria Millan exibe trabalhos inéditos de Tunga em seus dois espaços

13 Oct 2016, 10:40 am

Um dos mais importantes nomes da arte brasileira contemporânea, Tunga faleceu no último mês de junho aos 64 anos, deixando pronta aquela que seria a sua próxima exposição. Dando continuidade aos planos do artista, a Galeria Millan inaugura no dia 15 de outubro (sábado), em seus dois espaços na Vila Madalena, a mostra Pálpebras, que reúne mais de 30 trabalhos inéditos ou pouco vistos no Brasil (confira nas imagens acima).

Na galeria estão os Phanógrafos, peças derivadas da série Cooking Crystals (2010). Pouco exibidas até aqui, são caixas que servem como suportes para diferentes objetos e materiais, como garrafas, cálices, pedras ou elementos escatológicos. Objetos que, segundo Tunga , têm “algo de talismã”, “como uma lamparina”.

A instalação performática Delivered in Voices (2015), remontada no segundo andar, foi exibida apenas uma vez. O espaço abriga também projeções e desenhos, revelando conexões entre produções bi e tridimensionais que enfatizam a importância da linha para o artista.

Já o Anexo Millan recebe a série Morfológicas, esculturas orgânicas que remetem ao corpo – lembrando vulvas, bocas e seios –, nunca mostradas independentemente no Brasil. Inicialmente eram só pequenas peças em cera moldadas à mão, que foram ganhando versões maiores (de 30 a 60 cm), em bronze ou barbotina (um tipo de cerâmica líquida).

Distante de um olhar retrospectivo, a mostra enfatiza os retornos cíclicos de Tunga a uma série de elementos, físicos e psíquicos, que ressurgiram de tempos em tempos em seu trabalho por diferentes leituras.

Pálpebras segue em cartaz até 12 de novembro. Os dois espaços da Galeria Millan estão na Rua Fradique Coutinho, nos números 1360 e 1416. Saiba mais no site.