14ª Bienal de Istambul ocupa mais de 30 espaços da cidade turca

3 Sep 2015, 2:21 pm

A 14ª Bienal de Istambul, intitulada “Saltwater: A Theory of Thought Forms” (Água salgada: Uma Teoria de Formas Pensantes) tem preview a partir desta quinta-feira (03) e abertura ao público no sábado (05).

As exibições acontecem em mais de 30 espaços da cidade turca, incluindo museus, bancos, garagens e jardins.

Carolyn Christov-Bakargiev – uma das convidadas especiais da série de debates Talks – Arte como valor da SP-Arte/2015 – é a curadora por trás do ambicioso projeto, que se espalha pelos lados europeu e asiático do Bósforo.

A “água salgada” no título é uma metáfora de múltiplos significados, segundo Christov-Bakargiev. “A Bienal procura traçar linhas através de formas orgânicas e não-lineares, que conectam a pesquisa em arte com outros conhecimentos”, diz.

A mostra é patrocinada pela Istanbul Foundation for Culture and Arts e apresenta mais de 1.500 obras, incluindo uma nova instalação do artista turco Aslı Çavuşoğlu baseada em uma antiga técnica armênia de extração de pigmentos vermelhos de insetos, além de uma nova vídeo-instalação de William Kentridge inspirada nas viagens de Leon Trotsky pela Turquia nos anos 1920.

O argentino Adrián Villar Rojas, por sua vez, apresenta uma obra site-specific na antiga casa de Trotsky na ilha de Büyükada: “The greatest of all mothers”.

 

Artistas brasileiros

A pintura “Projeto de buraco para jogar políticos desonestos”, do brasileiro Cildo Meireles, é uma peça central da exposição. “Digamos que ela estará no cérebro da mostra”, diz Christov-Bakargiev. O artista retrata Brasília como uma pequena cidade, dando mais destaque às camadas abaixo da superfície, porque soube uma vez que a crosta sob a capital brasileira seria menor do que no resto do mundo.

Outros dois brasileiros têm trabalhos expostos: Lucia Koch e Frans Krajcberg.

A Bienal de Istambul se encerra no dia 1º de novembro. Mais informações no site oficial do evento.