SP-Arte lamenta a irreparável perda de Tunga, ícone da arte contemporânea brasileira

6 Jun 2016, 5:49 pm

O multiartista pernambucano Tunga, 64, faleceu nesta segunda-feira (06) no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul da capital fluminense, desde 12 de maio. A morte foi decorrência de um câncer na garganta.

Fernanda Feitosa, fundadora e diretora da SP-Arte, em nome de toda a equipe da Feira, expressa profundo pesar pela perda irreparável do artista.

“Tunga foi um homem apaixonadamente intenso, realizador de obras não menos intensas. Sua morte nos entristece e deixa um vazio na cena artística e cultural brasileira que é difícil de preencher. Ele foi personagem central da arte contemporânea do país e suas obras, internacionalmente conhecidas, são de um vigor e uma força bruta que transcendem sua beleza. Sua energia ficará entre nós para sempre materializada em trabalhos imortais”, diz Fernanda.

 

Trajetória

O escultor, desenhista, cineasta e artista performático, nascido Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão em Palmares (PE), em 1952, foi o primeiro artista contemporâneo do mundo a ter uma obra no Museu do Louvre, em Paris. Embora tenha despontado na década de 1970 junto a artistas que também criaram esculturas e instalações marcadas pela reflexão, como Cildo Meireles e Waltercio Caldas, Tunga construiu um vocabulário particular.

Sua obra é carregada de simbolismos e cria novas relações entre imagens recorrentes: ossos, crânios, tranças, dedais, agulhas e bengalas gigantes, redes, dentes, recipientes de vidro, líquidos viscosos. Seus trabalhos estão espalhados por importantes instituições, como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, o Museo Reina Sofía, em Madri, e o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG).

O corpo deve ser enterrado até quarta-feira (08) no cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro.

(com informações do jornal O Globo)