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Podcast

Arte em meio–tempo

SP-Arte
7 Aug 2020, 10:30 am

Curators Margot Norton (New Museum), Barbara Tannenbaum (Cleveland Museum) and Sophie Hackett (Art Gallery of Ontario) sit down with us to share their views on the art world.

Separated into three episodes, the Mudar [Change] series discusses the presence of women in institutions, the different dynamics of representation and what alternatives artists can follow in a circuit that increasingly lacks infrastructure.

Made in partnership with Acaso productions.



O episódio de estreia aborda acontecimentos que se passam entre a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, e a fundação de dois dos principais museus da cidade, duas décadas depois: o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Museu de Arte de São Paulo (Masp). Quais os papéis e interesses que grupos artísticos e alguns mecenas empenharam na formação da cena modernista da cidade, e como o pano de fundo geopolítico influenciou a consolidação do modernismo com a criação destas instituições. Entre os causos estão a dura crítica de Monteiro Lobato sobre Anita Malfatti, o papel educador de Mário de Andrade, as experiências de Flávio de Carvalho, as interferências de Nelson Rockefeller e do MoMA na criação desses museus, e a rixa de Ciccillo Matarazzo com Assis Chateaubriand.



O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro é protagonista deste capítulo. Aspectos de sua história são comentados em três fases distintas: as origens e o contexto de fundação da instituição carioca no fim da década de 1940, a radicalidade de seu programa durante os anos 1970, e o trágico incêndio que quase o destruiu por completo. Alguns dos episódios comentados são o pioneirismo de Niomar Muniz Sodré na condução do MAM, o papel professoral do artista Ivan Serpa na formação de toda uma geração de artistas, a radicalidade do crítico Frederico Morais com os Domingos da Criação, as mostras icônicas de Letícia Parente e Sonia Andrade que chacoalharam o papel da arte corrente, e a responsabilidade da direção sobre o acidente de 1978. 


De que maneira a ditadura civil-militar brasileira atingiu o circuito das artes visuais? Este episódio rememora apenas algumas das exposições e obras de arte que foram alvo de perseguição e censura do regime, que chegou a encerrar mostras, destruir trabalhos e prender artistas. Discute-se processos menos explícitos de cerceamento de liberdade de expressão, na produção artística do período, como a autocensura e o exílio, principalmente após o chamado “golpe dentro do golpe”, o AI-5. Entre os causos e personagens citados e comentados estão Hélio Oiticica e a Estação Mangueira na mostra “Opinião 65”; os percalços na realização das 9ª e 10ª Bienais de São Paulo, essa última conhecida como a “Bienal do boicote”; o apagamento da 2ª Bienal da Bahia; Cildo Meireles e Artur Barrio ontológica mostra “Do Corpo a Terra” em Belo Horizonte.


EP. 04

Um museu-experimento

 

O episódio discute a cena artística dos anos 1970 tomando como referência principal as atividades acadêmicas que ocorriam no Museu de Arte Contemporânea da USP naquele período. Como os artistas se aventuraram na dissolução – ou ampliação – das categorias da arte através de vários experimentos expositivos, e qual foi papel do professor Walter Zanini, possivelmente o primeiro “curador” brasileiro, nessa empreitada. 

Lançamento: dia 25 de setembro

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