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Rotas Brasileiras

Vem aí a próxima feira da SP–Arte

SP–Arte
15 jun 2022, 17h47

A SP–Foto cresceu. Em 2022, a tradicional feira de agosto passa a abranger múltiplas linguagens artísticas, além da importante presença da fotografia. Trata-se da SP–Arte Rotas Brasileiras, que acontece de 24 a 28 de agosto na ARCA, galpão industrial onde foi realizada a SP–Arte 2021 na Vila Leopoldina, em São Paulo.

Com foco em projetos selecionados, sejam eles solos ou coletivos, a feira busca estreitar laços entre agentes das cinco regiões do país, valorizando a produção fotográfica e artística de todo o território nacional. Segundo Fernanda Feitosa, diretora da SP–Arte, “existe uma produção de altíssima qualidade que vem da Amazônia, do Vale do Jequitinhonha, de capitais e interiores em diferentes regiões a qual nem sempre temos acesso. Rotas Brasileiras é um convite a essa imersão”.

Participam cerca de 70 expositores, entre galerias de arte de norte a sul do país e projetos convidados que costuram diferentes pontos de vista do Brasil. Para essa edição, estarão presentes expositores de diferentes estados que se interessam em falar sobre os diferentes fazeres artísticos brasileiros, desfazendo fronteiras entre o erudito e o popular, o centro e a periferia, o comercial e o institucional e trazendo a cosmovisão de diferentes Brasis. 

Oito projetos convidados vindos principalmente de fora do eixo São Paulo–Rio apresentam exposições próprias, como Arte Pará (PA), um dos mais antigos eventos de artes visuais do Brasil, que comemora seus 40 anos e conta com a curadoria de Paulo Herkenhoff e Laura Rago; Uma Concertação pela Amazônia (AM), uma rede de pessoas, instituições e empresas formada para buscar soluções para a conservação e o desenvolvimento sustentável deste território que mostra fotografias da região; Instituto Mario Cravo Neto (BA), criado em 2016 para promover conhecimento e compreensão sobre o legado do artista, incluindo a variedade de técnicas, meios e assuntos que Cravo Neto explorou ao longo de sua vida; PREAMAR (MA), projeto que busca fomentar a produção de artes visuais do Maranhão a partir de uma articulação em rede; Novos para Nós (SP), que mapeia a arte popular de todo o Brasil e apresenta uma seleção de trabalhos de artistas do Vale do Jequitinhonha; Fundação Pierre Verger (BA), criada em 1988 em Salvador com objetivo de preservar e divulgar a obra do seu instituidor e estabelecer e manter intercâmbios culturais, humanos e científicos entre o Brasil e a África e, principalmente, entre a Bahia e o Golfo do Benin; Prêmio Museu É Mundo, edital que busca mapear, fomentar, difundir e viabilizar ações artísticas que propiciem desenvolvimento cultural e social nas diversas regiões do país; e Wesley Duke Lee Art Institute (SP), instituto criado em 2015 que toma forma de uma casa-museu, reproduzindo o ateliê do artista que experimentou com o realismo mágico, além de reunir e preservar um acervo riquíssimo de documentos e objetos pessoais.

Grandes galerias brasileiras que tradicionalmente fazem parte da feira também estarão presentes nessa edição, como Almeida & Dale, C. Galeria, Central, Choque Cultural, DAN Galeria, Galeria Marília Razuk, Galleria Continua, Gomide&Co, HOA, Luisa Strina, Millan, Nara Roesler, Paulo Kuczynski, , Vermelho, VERVEZipper. Além delas, a Galatea, nova galeria paulistana dos sócios Antonia Bergamin, Conrado Mesquita e Tomás Toledo, faz sua estreia na feira. Parte dos expositores vem de outros estados do país, como Marco Zero (PE), Paulo Darzé e Alban (BA), Karandash (AL), Karla Osório (DF), Rodrigo Ratton, Belizário, AM Galeria e Celma Albuquerque (MG), Zielinsky (RS e Espanha) e Zilda Fraletti (PR).

Foto: Divulgação SP–Arte 2021

Foto: Divulgação SP–Arte 2021

A ARCA é um galpão industrial dos anos 1960, situado na Vila Leopoldina, polo que acompanha o crescimento e a dinamização de São Paulo. Inicialmente uma força motriz na industrialização da cidade, a ARCA se junta à SP–Arte para reimaginar a potencialidade dos encontros artísticos. São cerca de 9 mil metros quadrados de área interna e 16m de pé-direito, perto das marginais dos rios Pinheiros e Tietê e do acesso às principais rodovias que levam ao interior do estado, com uma boa provisão de ciclovias em seu entorno. Também conta com a vizinhança do CEAGESP e do Parque Villa-Lobos. A ARCA divide espaço com o State, coworking que reúne de startups a empresas de grande porte dedicadas ao desenvolvimento de novas tecnologias nas áreas de comunicação, saúde, produtos e serviços.

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PRONAC 193601 – SP–Foto 2020

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