O que acontece depois de ganhar um prêmio na SP-Arte?

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Equipe SP-Arte

04 abr 2026

Acima: Mayara Ferrão, série “Álbum de Desesquecimentos”, 2025. © Cortesia Verve

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Na superfície, prêmios parecem marcar um momento. Mas, na prática, costumam inaugurar outro. Os vencedores de 2025 mostram que esse “depois” tem forma concreta: novos mercados, novas redes e novos níveis de visibilidade.


Os designers Victor Xavier e Søren Hallberg, do Assimply Studio, Erik Bonissato, da Bonni, e a artista Mayara Ferrão, representada pela galeria Verve, comentam o impacto, em suas trajetórias, de terem recebido, respectivamente, os prêmios Arauco SP-Arte de Inovação e Sustentabilidade, Artefacto SP-Arte Melhor Design e Sauer Art Prize.

Victor Xavier e Søren Hallberg, do Assimply Studio, venceram o Prêmio Arauco SP-Arte de Inovação e Sustentabilidade 2025. © Divulgação SP-Arte

Victor Xavier e Søren Hallberg, do Assimply Studio, venceram o Prêmio Arauco SP-Arte de Inovação e Sustentabilidade 2025. © Divulgação SP-Arte

Assimply Studio, Prêmio Arauco SP-Arte de Inovação e Sustentabilidade


Em sua primeira participação na SP-Arte, o Assimply Studio, dos designers Victor Xavier e Søren Hallberg, participou da SP-Arte pela primeira vez, em 2025, e venceu o Prêmio Arauco, voltado à inovação e à sustentabilidade. Sua produção se concentra em objetos, mobiliário e arquiteturas baseados na reutilização de materiais descartados pela indústria.


“Com apenas quatro anos de existência, apresentamos nosso trabalho na SP-Arte pela primeira vez e saímos vitoriosos. Foi um marco muito significativo para nós. O prêmio foi uma validação poderosa da nossa crença no potencial do design de transformar materiais descartados em peças de alta qualidade”, afirmam os designers.


A premiação também garantiu ao estúdio a participação na edição seguinte da feira, além de uma viagem para a semana de design de Milão. “Uma oportunidade única de fazer novas conexões e ampliar nossos aprendizados”, comemoram.

Nova coleção do Assimply Studio, que será apresentada na 22ª edição da SP-Arte. © Cortesia Assimply Studio

Nova coleção do Assimply Studio, que será apresentada na 22ª edição da SP-Arte. © Cortesia Assimply Studio

Erik Bonissato, da Bonni, venceu o Prêmio Artefacto SP-Arte de Melhor Design. © Divulgação SP-Arte

Erik Bonissato, da Bonni, venceu o Prêmio Artefacto SP-Arte de Melhor Design. © Divulgação SP-Arte

Bonni, Prêmio Artefacto SP-Arte Melhor Design

Erik Bonissato, fundador da Bonni, lançou sua primeira coleção em 2022. Três anos depois, em sua estreia na SP-Arte, venceu a primeira edição do Prêmio Artefacto SP-Arte Melhor Design.


“Existe um Erik antes e depois da SP-Arte”, afirma o designer. “O primeiro impacto foi o acesso a galerias fora de São Paulo que trabalham com design nacional. Depois da feira, começamos a entrar nas melhores lojas. Também fui convidado a integrar a Jig Studio, em Londres, com parte da coleção premiada.”


Em 2026, a Bonni retorna à SP-Arte com a coleção "Monumental", composta por dez lançamentos inéditos — a maior já apresentada pela marca. O conjunto reúne sofá, luminárias, mesas e assentos, explorando volumes densos e a nobreza da matéria-prima.

Nova coleção da Bonni que será apresentada na 22ª edição da SP-Arte. © Cortesia Bonni

Nova coleção da Bonni que será apresentada na 22ª edição da SP-Arte. © Cortesia Bonni

A artista Mayara Ferrão venceu o Sauer Art Prize na SP-Arte 2025. © Divulgação SP-Arte

A artista Mayara Ferrão venceu o Sauer Art Prize na SP-Arte 2025. © Divulgação SP-Arte

Mayara Ferrão, Sauer Art Prize

No mesmo fim de semana em que se formava em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia, Mayara Ferrão abriu sua primeira exposição individual, na galeria Verve, e venceu o Sauer Art Prize, na SP-Arte.


“Foi um dia muito especial na minha trajetória. E foi também a primeira vez que vi meu trabalho — e o meu corpo — dentro da SP-Arte”, conta a artista. “Receber esse prêmio não foi uma conquista individual. Tem um sabor coletivo.”


Na feira, Mayara apresentou um recorte de "Álbum de desesquecimentos", série em que, com o uso de inteligência artificial, constrói imagens de mulheres negras e originárias em situações de afeto e celebração. “É sobre abrir caminhos, afirmar outras narrativas, outras geografias, outras memórias — fundamentais para pensar a arte contemporânea.”


Em setembro de 2025, o trabalho passou a integrar o acervo do MoMA, em Nova Iorque.

"Álbum de desesquecimentos", de Mayara Ferrão, apresentado no estande da galeria Verve na SP-Arte 2025. © Divulgação SP-Arte

"Álbum de desesquecimentos", de Mayara Ferrão, apresentado no estande da galeria Verve na SP-Arte 2025. © Divulgação SP-Arte

Novidades para 2026

Em 2026, um novo prêmio amplia as celebrações. Ao lado de iniciativas já estabelecidas — como o Prêmio Arauco SP-Arte de Inovação e Sustentabilidade, o Prêmio Artefacto SP-Arte Melhor Design e o Sauer Art Prize — surge o Prêmio MECA SP-Arte ABACT.


A iniciativa oferecerá a um artista brasileiro, representado por uma galeria associada à ABACT, uma residência no Instituto MECA, em Niterói. Mais de quarenta projetos foram inscritos em sua primeira edição.


O conjunto de premiações mantém um eixo comum: não apenas reconhecer, mas produzir continuidade — seja por meio de viagens internacionais, apoio financeiro, residências ou a garantia de participação em edições futuras da feira.