Oi, eu sou Adélia Borges! Eu atuo na área do design. Primeiro comecei como jornalista, depois curadora de exposições, tanto aqui no Brasil quanto no exterior. Tenho vários livros publicados e também sou professora de história do design e faço documentários sobre o tema. Eu estou aqui para fazer um giro com vocês pelo setor de design da SP-Arte.
Eu já tenho certa idade, então muitos dos designers que estão aqui eu já conheço de quase quatro décadas. A SP-Arte 2025 é um lugar privilegiado para a gente conhecer o design de perto, olhar as obras e aprender. É um prato cheio para quem está interessado em design brasileiro de todos os tempos. Eu vou dividir a minha seleção em três vertentes. Primeiro, os modernos que começaram a atuar ali a partir dos anos 1940.
Daí a gente segue para a geração intermediária que surgiu nos anos 1980 e que continua na ativa, nos surpreendendo a cada ano, e os novíssimos de 2000 para cá. Começando pelos modernos. O design brasileiro dos anos 1940, 50, 60, os chamados anos dourados, vive hoje um momento de grande valorização.
Antiquários de móveis e casas de leilões da Europa e dos Estados Unidos, que eram quase que exclusivamente dedicados a peças escandinavas, no início do século XXI, começaram a trabalhar também com produtos "made in Brasil", que logo alcançaram um enorme prestígio e reconhecimento. Os preços acompanham essa evolução.
Em 2004, uma cadeira de três pés de Joaquim Tenreiro, pai do movimento moderno no mobiliário brasileiro, foi vendida em Nova York por 54.000 dólares. Dois anos depois, em 2006, a mesma alcançou uma cotação ainda maior. Nesses anos dourados, foram décadas muito férteis.
A arquitetura teve um papel fundamental na construção de um país que se pretendia novo, e esse movimento da arquitetura moderna pedia interiores coerentes com a limpeza de suas formas.
Ao estilo do passado, aos brocados e veludos impensáveis no clima tropical, novos criadores contrapõem formas radicais, móveis e objetos para casa, sintonizados com seu aqui e agora, adaptados ao seu tempo, à latitude e à longitude em que eram desenvolvidos.

Poltrona Chifruda, de Sérgio Rodrigues
Na SP-Arte, a gente tem algumas galerias dedicadas a móveis feitos nessa época, relíquias dessa época, arte-mobília, por exemplo, Apartamento 61, Herança Cultural, Galeria Teo, Passado Composto. Esses são móveis vintage, originais.
E quando a gente está falando de originais, a gente tem que ter confiabilidade do fornecedor, porque tem muita gente por aí copiando. E essas galerias que estão aqui na SP-Arte foram triadas justamente por serem galerias sérias que estão trabalhando de forma correta nesse mercado.
Elas trabalham com móveis de Joaquim Tenreiro, de Jorge Zalszupin, de Geraldo de Barros, de Michel Arnoult, Lina Bo Bardi, Paulo Mendes da Rocha, Oscar Niemeyer e de Sérgio Rodrigues. Fazendo uma pausa aqui, eu fui muito amiga do Sérgio Rodrigues, escrevi um livro sobre ele e foi incrível ver como ele tinha baixa visibilidade pelo trabalho dele.
Mas a partir do início do século XXI, quando a Lin Brasil começa a produzir alguns móveis do Sérgio, ele passa a ter um reconhecimento incrível e, então, ele é hoje considerado um dos grandes mestres do móvel moderno internacionalmente, não estou falando só do Brasil.
E hoje eu tenho a alegria de fazer parte do Conselho Curador do Instituto Sérgio Rodrigues, que cuida justamente do legado desse grande mestre. Então, a gente tem os móveis modernos, os móveis vintage e temos as edições. É necessário distinguir uma coisa da época, o vintage é aquele original.
A edição é tornar a produzir um móvel que já tenha sido editado anteriormente e fazer isso hoje. Às vezes, até se parte de um desenho, apenas de um desenho deixado pelo criador. E a gente está vivendo um movimento super bacana de edições com criações clássicas, tudo sob licença com um rigor de fabricação muito grande.
A gente tem aqui na SP-Arte a Sérgio Rodrigues Atelier, que faz um trabalho muito bacana de reedições do mestre. A gente tem a própria Passado Composto, que eu já falei que trabalha com vintage, mas também faz reedições, no caso faz reedições de Jean Gillon.

Mesa do Ruy Ohtake na casa da artista Tomie Ohtake. Foto: Ruy Teixeira
E a gente tem um estande que é um prato cheio para quem está interessado na pluralidade dos designers modernos, que é a Etel Interiores, que tem feito reedições de vários dos nossos criadores. Então, essa vertente dos móveis modernos são, eles são para sempre modernos, eles são móveis que se tornaram clássicos, eles transcendem o tempo.
Vamos passar agora para a segunda vertente da seleção, que é a geração que começa ali pelo final dos anos 1970 e anos 1980. E o primeiro nome do qual a gente vai falar é a Jaqueline Terpins. A Jaqueline começou nas artes plásticas com exposições em galerias bem importantes. Depois, ela migrou para o design, inicialmente fazendo objetos em vidro soprado.
Foi uma lufada de ar fresco quando ela surgiu no cenário. Ela vinha com objetos que exploravam a fluidez do vidro, a possibilidade de curvas orgânicas e formas muito sensuais e, ao mesmo tempo, muito fortes também, muito delicadas. Daí, ela foi multiplicando os materiais.
Além do vidro soprado, começou a trabalhar com vidro plano, com madeira, com composto sintético Corian, normalmente usado em cozinhas ou em áreas frias e que ela leva para o mobiliário. Ela começou a usar alumínio, outros metais e até o incrível patrimônio que a gente tem no Brasil e que a gente usa ainda muito pouco, que são as rochas ornamentais.
A gente usa basicamente só em bancadas de cozinha e de banheiro e elas são coisas incríveis, de uma geodiversidade realmente maravilhosa. A Jaqueline sempre manteve um pé no design e outro na arte. Quer dizer, até melhor a dizer, é que ela mantém os dois pés em ambos. Então, ela tem essa trajetória híbrida.
E o que ela mostra nesta edição da SP-Arte tem muito a ver com isso que eu estou falando. O estande vai ter dois elementos. O primeiro é o biombo "Entrever". Ela parte na criação desse biombo de um conceito da cultura japonesa que é muito difícil de descrever, esse conceito do "ma". O "ma" é o silêncio, o intervalo, a pausa entre as coisas. Até a gente, eu estou falando aqui, tem uma ligeirinha pausa em alguns momentos.

Biombo Entrever, de Jacqueline Terpins. Foto: divulgação
Se eu falasse correndo o tempo inteiro, não seria assim. Aliás, eu falei muito disso num podcast da Japan House São Paulo no ano passado, que eu tive o privilégio de fazer em conjunto com a Natasha Barzaghi, que é a diretora da Japan House. Voltando à Jaqueline, esse é um biombo de madeira.
E ela vai buscar nessa simplicidade, flexibilidade, funcionalidade, que são os princípios que permeiam as áreas internas das casas tradicionais japonesas e lembrando das divisórias que desempenham um papel tão importante na configuração desses espaços.
Então, o biombo faz uma referência a esses objetos e que têm a capacidade de transformar ambientes e redefinir, na verdade, as suas funções. Num estudo de composição geométrica bastante presente na arquitetura japonesa, cheios e vazios se equilibram numa única placa, em que repetições justapostas e espelhadas criam um desenho em movimento.
A Jaqueline subverte, então, a vocação original do biombo, criando recortes em planos de madeira, que revelam em fragmentos o que em princípio estaria oculto. Daí o nome da peça, "Entrever". A outra peça que ela nos traz é o "Puro". É um objeto conceitual em cristal maciço.
Ele surge de uma massa maciça de cristal que, então, é alongada e conformada manualmente num formato que lembra o bambu. Como ela diz, esses dois elementos, o cristal e o bambu, se encontram na maleabilidade. O bambu se curva ao vento sem se quebrar. E o cristal em estado líquido pode ser trabalhado livremente.
Então, a gente vê dois objetos da Jaqueline Terpins que têm uma referência grande de uma leitura dela da cultura japonesa. Na cultura japonesa, a questão do tempo é muito presente. E eu acho que desde o começo os trabalhos da Jaqueline nos convidam a pensar na relação que a gente tem com o tempo.
Eu lembro de uma SP-Arte em que havia uma instalação de gelo que ia derretendo ao longo dos dias. Era também uma instalação que ela tinha feito lá no começo da carreira dela numa galeria de São Paulo. Os objetos da Jaqueline nos falam também sobre transformação. O vidro e o Corian, por exemplo, fazem uso do calor para se transformarem no que o criador desejar, no que a matéria permitia, claro.

Luminária Velas, da , ovo. Foto: Ruy Teixeira
Então, design e arte são atividades que se interpenetram na criação da Jacqueline Terpins. Bom, eu admiro muito a Jaque, por causa disso eu já fiz várias matérias sobre ela e recentemente eu fiz um documentário sobre a trajetória dela para o canal Curta. Foi na primeira temporada da série "Designers do Brasil". Agora a gente vai para o espaço da ,ovo.
Aliás, também fiz um documentário sobre eles na mesma série. A ,ovo começou no início da década de 1990 e foi criada pelos designers Luciana Martins e Gerson de Oliveira. Nesta edição da SP-Arte, a ,ovo apresenta dois lançamentos. Um é a cadeira Dança. O encosto é o elemento chave desse móvel, né?
Um quadro em formato de hexágono irregular serve de moldura para a trama da palha, cujas intersecções e sobreposições formam desenhos que vão das áreas mais adensadas do centro às mais abertas das bordas, subvertendo o padrão ortogonal de trama e urdidura. Vale a pena se deter e reparar bastante nesses detalhes que eu estou falando.
O outro lançamento é a mesa Iguais, que chama a atenção pelo tratamento dado à madeira. É uma peça de grandes dimensões que, mesmo assim, tem uma leveza visual grande e também um caráter escultórico, que a gente vê também em outras peças da dupla, né? Além dessas linhas inéditas, o estande traz uma seleção de peças históricas.
Há uns anos, eu escrevi um texto sobre eles e dei o título de "Haiku", porque eu falei que, como os haicais, esse tipo de poema tão curto, né, de origem japonesa, como os haicais, as criações deles têm o poder de conciliar a concisão com a capacidade de surpreender.
São vários os exemplos de uma produção que instiga e confunde a nossa percepção, fazendo com que o nosso relacionamento com os objetos não seja de consumo, uso imediato e tantas vezes alienado, mas de fruição. Fruição que não se estanca no primeiro contato, mas antes vai trazendo novas nuances à medida que o tempo passa.

Poltrona Mantik, da Attom. Foto: Layla Motta
A gente vai ver no estande também os bancos que são assim pura essência, né? Eles são feitos com suporte metálico e uma pedra, pedra mesmo em cima. Quando eu vi pela primeira vez, veio imediatamente à mente a escultura "O Pensador" de Rodin,. Aquele homem que senta para pensar, e é uma criação muito forte.
Chegando agora à geração dos anos 2000, primeiro vamos fazer uma ponte aqui. O Carlos Mota é um dos nomes mais relevantes dessa geração intermediária. Ele é herdeiro direto dos modernos, com um grande apreço pela madeira. Pois agora o Carlos está na Attom. Attom, essa palavra é Motta ao contrário. A-T-T-O-M.
É um núcleo de design criado em 2018 por ele e pelo seu filho, Diego Motta. O caminho do Carlinhos no design é de um móvel longevo, sólido, confiável, né? Na linguagem, ele sempre trilhou um caminho próprio. Ele misturou ali no começo influências escandinavas e norte-americanas.
Sempre vi nas coisas dele um certo tom dos norte-americanos, que têm essa coisa tão grande da simplicidade, da honestidade. E o Carlos foi um dos primeiros designers brasileiros a tomar atitudes concretas com o objetivo de causar um menor impacto ambiental possível com os seus projetos.
Ele tem feito largo uso de restos de vigas de casas demolidas, deixadas em seu estado bruto e, eventualmente, ele associa essas vigas, essa madeira de reuso, a outro material reciclado que é o ferro oxidado e, às vezes, também faz disso uma superfície bem com particularidade bastante forte.
Ele junta isso a um estofamento, por exemplo, num tecido bastante macio e aí desse contraste sai uma coisa bem interessante. Na Attom, a gente encontra móveis, utensílios e vestuário que valorizam o design consciente e a responsabilidade ambiental, como eles próprios dizem.
Eles ocupam um galpão no coração da Vila Madalena em São Paulo e ali a gente tem um laboratório de ideias bastante interessante. Continuando no design dos novos, né, do século XXI, a gente tem o estande da Nídia Rocha e do Gabriel de la Cruz. Eles apresentaram no ano passado uma das instalações mais bonitas da SP-Arte que eu achei.
Era um conjunto de luminárias pendentes de uma cerâmica super fina, parecia até um papel. À primeira vista, a gente nem conseguia distinguir o material. A Nídia, né, ela trabalha com cerâmica, o Gabriel é arquiteto e nos últimos anos voltado para o design de produtos, de luminárias, de objetos e tudo. Aliás, o Gabriel, ele foi escolhido pela SP-Arte como um dos talentos para a gente ficar de olho em 2025.
A criação desse ano, ela também tem essa busca por mínimas espessuras na porcelana, na cerâmica, né? E esse material, ao ser iluminado, cria uma luz bastante suave e difusa. É, a cerâmica que, no caso, desempenha o papel de filtro, proporcionando uma distribuição equilibrada da luz.
Variações sutis são características do processo, resultando em peças singulares, unidas posteriormente a componentes eletrônicos para criar diferentes versões da coleção. Cada cúpula é única, feita manualmente. Nenhuma é igual a outra. Como eles mesmos dizem, essa coleção como um todo representa a integração entre métodos artesanais e técnicas modernas de produção.
Essa fusão resulta em luminárias que combinam a originalidade do trabalho manual com a tecnologia avançada da produção fabril. Bom, vamos agora para o estande da Adriana Yasbeck. Eu sou apaixonada pelo trabalho da Adriana, ela é formada pela FAU-USP, desde 2000 tem um ateliê de arquitetura, cenografia, arte e design em São Paulo.
Seu trabalho é caracterizado pela transversalidade, pelo foco nos temas a cor, luz e sustentabilidade. Em seu estúdio, Adriana trabalha com papel e tecido há mais de 25 anos. Suas invenções reafirmam o valor do fazer manual dentro das possibilidades criativas e poéticas da arte e do design contemporâneo. As luminárias da Adriana, elas são protagonistas do ambiente em que são colocadas. Elas se destacam mesmo.
E ela é uma das designers e arquitetas da atualidade que melhor trabalha com a cor. Ela usa cores fortes, roxos, rosas, verdes, um escândalo, no bom sentido, é claro. Aliás, eu acho que os nossos designers de interiores deveriam usar mais as cores.
As casas populares no Brasil, de norte a sul, é, você pega, por exemplo, as casas amazônicas, todo aquele ar de cor sertaneja, com as fachadas, cada uma de uma cor diferente, são casas coloridas, elas vibram na cor, né? E quando a gente vê mostras de design de interiores, a gente vê a não cor.

Arandela G Série Rícino, do Estúdio Rain. Foto: divulgação
A gente vê coisas incolores, por isso minha admiração grande pela Adriana com esse trabalho dela tão bacana. Agora a gente vai para o Estúdio Rain. Uma das questões mais importantes da vida contemporânea é a sustentabilidade.
Essa tal da sustentabilidade, palavra que ficou tão falada que até desgastada e, enfim, a gente está aí com a emergência climática e a gente precisa tomar atitudes urgentes em relação a isso. E no design isso deve se traduzir por uma preocupação com processos de trabalho limpos, não danosos e com o uso de materiais que têm o menor impacto possível.
Eu abordei esse tema numa exposição que eu fiz em 1999 no Itaú Cultural em São Paulo, chamada "Novos Alquimistas". Eu voltei a ele em 2010 no Museu Oscar Niemeyer (MON) em Curitiba, numa exposição chamada "A Reinvenção da Matéria".
Se eu fosse voltar ao argumento agora, eu teria que ter uma participação indispensável, o Estúdio Rain, que foi criado em 2015 pela designer de produto Mariana Ramos e pelo arquiteto Ricardo Inéco. Os dois nasceram e estudaram em Brasília.
Então eles conviveram com essa monumentalidade da arquitetura moderna brasileira e eu acho que isso se reflete bastante no vocabulário formal do estúdio, né? Na linguagem que eles usam.
Agora, um ponto que me interessa particularmente aqui é a questão de que, desde o início da junção deles, eles têm uma contínua investigação a respeito de materiais e processos produtivos. Isso é o ponto de partida para vários projetos que eles fazem. Desde 2020, eles vêm pesquisando a bioresina de mamona.
Esse material foi desenvolvido por pesquisadores da USP São Carlos para ser uma alternativa sustentável derivada de petróleo.
Entre suas características estão a estabilidade físico-química, a elasticidade, a capacidade de aderência a materiais porosos e a atoxicidade. Esse material tem sido usado, principalmente na construção civil, como impermeabilizante ou verniz.
Aí, a Mariana e Ricardo, o que que eles fizeram? Eles observaram que é um material super moldável, que tem boa resistência à variação de temperatura e grande potencial estético. Daí, eles lançaram em 2022 uma coleção usando essa bioresina. Eram as luminárias Rissino. Eu fiquei encantada porque a resina na cor âmbar proporciona uma luz cálida e acolhedora. Como eles dizem.
Quando colocado contra a luz, o material produz uma iluminação alaranjada, quente e etérea. É muito importante a gente ter uma alternativa aos derivados de petróleo. De lá para cá, os dois têm experimentado outros materiais compostos usando elementos naturais como flores, frutas, raízes, algas, sementes e rochas. Eu faço essa gravação antes da SP-Arte abrir, e eu tô louca para ver a novidade que eles terão esse ano.
E agora a gente vai para a exposição Inteligência Material. A questão do uso dos materiais é justamente o tema dessa exposição que é organizada pela própria SP-Arte e que, como no ano passado, convidou como curadora a excelente colega Lívia de Debbane. Esse ano a Lívia chamou Camilo Oliveira, que é um brasileiro que divide seu tempo entre Milão e São Paulo, para assinar a curadoria.
Os anéis de um tronco de madeira, os veios à pedra ou a oxidação de um metal, enquanto registros de acontecimentos físicos e químicos são parte de um verdadeiro repositório de dados. Materiais agem e se comunicam a partir desse mensurável volume de informação que se expande e atualiza constantemente.
O Camilo diz que essa exposição ela é como que organizada em núcleos de conversa, apresentando esse embate criativo entre o designer e o material e remetendo as interações entre humanos e inteligências artificiais.
A Lívia diz a exposição enxerga os materiais como entidades ativas, que questionam, colaboram, retrucam, caçoam, se adaptam, sendo assim, com autores do design. Gostei muito da proposta e também tô super curiosa para ver.
Eu te chamo agora para passar na loja do MASP, o Museu de Arte de São Paulo, é onde há 8 anos eu faço a seleção de objetos para loja.
Em minha curadoria, eu incluo tanto os designers eruditos, como esses de que eu falei aqui, mas incluo também criações incríveis de povos indígenas, de comunidades quilombolas e de cooperativas de artesãos, especialmente artesãs, mulheres, de todas as regiões do país. Bom giros pela SPAT, para você que me ouviu, muito obrigada pela companhia.
Aproveite essa oportunidade de ver de maneira concentrada uma história do design brasileiro e os novos caminhos que se apresentam. Descubra também os vários outros nomes que não deu tempo de abordar aqui. Muita coisa boa caminhos plurais que a gente só tem a celebrar boa visita
