Rafael Hayashi
Brasil, 1985
Entre o gesto e a pele, Rafael Hayashi (São Paulo, 1985) transforma o corpo e a cidade em territórios de resistência e identidade. Sua pintura é feita com as mãos, tecidos e camadas espessas de tinta — um embate físico que reflete as tensões entre o eu e o coletivo, entre o silêncio e o grito. O artista, que já participou de exposições em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, é Influenciado pela estética oriental — especialmente o ukiyo-e japonês, pelo Hip-Hop e anime. Hayashi cria imagens que transitam entre o figurativo e o abstrato, entre a delicadeza e a força. Suas séries recentes, como Calmo Pacífico e Dócil, abordam questões de raça, pertencimento e reconstrução de identidade, inscrevendo ideogramas japoneses como tatuagens simbólicas em corpos racializados, além de pinturas que debatem questões como o desejo e a paternidade. Ao integrar referências históricas e contemporâneas, Hayashi propõe um novo espaço de representatividade, ampliando discussões anti-racistas e questionando a hegemonia de narrativas eurocêntricas. Sua arte não apenas reflete seu lugar no mundo, mas também convida o espectador a repensar a complexidade da construção identitária, propondo que a beleza reside na pluralidade.

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