Òkun
Brasil, 2000
(Goiânia, 2000). Sua prática artística se configura como um gesto de oferenda de si, utilizando a pintura como processo ritualístico de conexão com a espiritualidade. Seu trabalho intersecciona visualidades das práticas de terreiro de Umbanda e da Kimbanda de Lei, atravessadas por sua memória e ancestralidade. Elabora o conceito de “Pintura de Encruzilhadas” para nomear uma linguagem própria: uma prática que invoca Exu, celebra o não-saber como potência e transforma o não-lugar em território de escuta, transformação e presença. Tornando-a assim, passagem viva entre o visível e o invisível. É artista residente no Ateliê/Escola de Arte Sertão Negro, Assistente de Arte do artista Dalton Paula e bacharel em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Participou de exposições como Dos Brasis: Arte e Pensamento Negro (SESC Belenzinho, 2023), Crônicas Cariocas (Museu de Arte do Rio, 2021), Mulheres que Mudaram 200 Anos (Caixa Cultural Brasília, 2023) e da exposição internacional Sertão Negro: Território Vivo (Storefront for Art and Architecture, Nova York, 2025). Também integrou a instalação coletiva “Sertões” do Sertão Negro na 36ª Bienal de São Paulo, Nem todo viandante anda estradas (2025). Foi indicada ao prêmio PIPA 2026, vencendo em segundo lugar na categoria online.
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