Miguel Afa
Brasil, 1987
Começou sua trajetória por meio do graffiti em 2001, no Complexo do Alemão, e frequentou a Escola de Belas Artes – UFRJ. A obra de Miguel Afa nasce do exercício de um olhar afetivo e profundamente honesto sobre o mundo e sobre si mesmo. O artista constrói pinturas que revisitam ou originam memórias afetivas, investigando as relações entre geografia, ambiente, corpo e afeto, entrelaçando dimensões físicas e emocionais nos vínculos e na experiência do tempo. Entre diversos cenários e elementos (paisagens silenciosas, quintais, árvores, tecidos e varais), Afa elabora imagens que parecem suspensas entre lembrança e sonho. Corpos negros ocupam essas cenas com delicadeza e permanência, reivindicando também um espaço político: a quem o afeto é permitido? Quais corpos podem ser vistos a partir da ternura, da contemplação e do cuidado? Guiado por uma relação de honestidade com o fazer artístico, o artista compreende a pintura como um campo aberto, capaz de extrapolar as intenções iniciais do criador. Suas obras não se encerram em um único tema ou narrativa; ao contrário, carregam múltiplas camadas de afeto, memória e percepção. São pinturas que, assim como a própria experiência humana, permanecem em movimento, abertas ao desdobramento e à imaginação. Em 2026, Miguel Afa participa da residência Rhinoceros Rome, em Roma, Itália, e apresenta a exposição individual “ Il tempo che vive in me (O tempo que vive em mim)”. Também integra as exposições coletivas “Home, A Fire”, na Cheng lan Foundation, em Hong Kong, “Céu Estrelado”, no Sesc Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil, “Constelações - 40 anos do Paço Imperial”, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil, e “Casa Fluminense”, na Casa Brasil, Rio de Janeiro, Brasil. Em 2025, o artista teve uma obra adquirida e doada para a Pinacoteca do Estado de São Paulo por meio do Programa de Aquisição da Feira ArtRio. No mesmo ano, apresentou a exposição solo “O vento continua, todavia”, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e “Um céu para caber”, n ́A Gentil Carioca, São Paulo. Em 2024, participou das coletivas “Dos Brasis”, no Sesc Quitandinha, Petrópolis, com itinerância da mostra apresentada no Sesc Belenzinho, São Paulo e “O que te faz olhar para o céu?”, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, realizou a individual “Entra Pra Dentro”, na galeria A Gentil Carioca. Em 2023, realizou a individual “Em Construção” e participou da coletiva “Da Avenida à Harmonia”, ambas no Instituto Inclusartiz no Rio de Janeiro, Brasil. Suas obras integram importantes coleções, entre elas a Pinacoteca de São Paulo (Brasil), Cheng lan Foundation (Hong Kong) e Jorge M. Pérez Collection (EUA).

Obras do artista
Parece que não há obras disponíveis com os filtros selecionados. Que tal tentar outras opções?