Mayra Carvalho
Brasil, 1997
Mayra Carvalho 1997, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Artista visual e pesquisadora contracolonial, sua prática parte das relações entre memória afetiva, cosmopercepções e modos de saberes coletivos, investigando territórios de encontro e as passagens do tempo do dia à noite, da luz ao breu. Sua pesquisa se debruça sobre as transformações da percepção da luz e suas mutações, compreendendo esses estados como campos de observação e relação com seres encantados e forças elementares, que atravessam sua prática como mediações de mundo. Trabalha a partir de materialidades como terras de coleta e pigmentos naturais, articulando também o uso do ferro na construção de módulos e corpos escultóricos. Entre pintura e escultura, desenvolve linguagens como campos expandidos de construção de presenças, conectando diferentes formas, temporalidades e dimensões de existência. Sua produção reflete sobre como os ritmos naturais, ritos e fluxos dos ventos, rios e terras se entrelaçam às forças dos saberes espirituais de sua etnia que a orientam. Iniciou sua trajetória nas artes pela graduação em Artes na Universidade Federal Fluminense (UFF), tendo também formação em design. Participou de programas de formação e residências como Formação e Deformação, Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2021); Residência El Recinto, Cidade do México (2022); PISTA, RITMO, FLUXO, Elã Escola Livre de Artes (2023); bolsa na Residência Casa Europa, Rio de Janeiro (2024); Escola Escuta, Instituto Moreira Salles (2024); Cabomba – Viajelogia/Correlación Contemporánea, entre Colômbia, Peru e Brasil (2025); e Oficina Solar, Solar dos Abacaxis (2025). Participou de exposições coletivas como TODO SE MUEVE, Museo de Antioquia, Medellín (2025), com curadoria de Santiago Vélez; FAZER COM PENSAR JUNTO, Centro Cultural Correios (2025), com curadoria de Ana Clara Simões; GEOMETRIA CREPUSCULAR, A Gentil Carioca (2024/2025), com curadoria de Bianca Bernardo; INSURGÊNCIAS E O CONTRAPONTO DO LONGE, Bienal das Amazônias, Pará (2024), com curadoria de Keyna Eleison, Júnior Negão, Débora Oliveira e Emerson Caldas; UMA FAGULHA DE ETERNIDADE, Largo das Artes (2024), com curadoria de Rubens Takamine; O Feitiço da Língua, Galeria Refresco no Congresso Brasileiro de Agroecologia (2023), com curadoria de Daniela Avellar; OWE|OMI, Portas Vilaseca Galeria (2023), com curadoria de Catarina Duncan; ÎANDÉ: aqui estávamos, aqui estamos, Museu Histórico Nacional (2023), com curadoria de Denilson Baniwa; e Nature must go, you must stay, El Recinto / La Clínica, Oaxaca (2023), com curadoria de Tan Uranga, entre outras.

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