Flávia Ribeiro

Brasil, 1954


Sobre

Flavia Ribeiro examina em seus trabalhos as possibilidades plásticas e simbólicas da matéria. Seu processo, insistente no dissecar dos objetos até que se revelem suas estruturas básicas, parece seguir a cadência dos mantras, esses que se sustentam pela ordem da repetição e do movimento circular. O círculo, aliás, é uma das formas frequentes nos trabalhos de Ribeiro, ele pode até saltar do plano, e sob a ação do gesto da mão, levar suas marcas, ganhando a estatura de uma esfera irregular. O bronze, o látex, o estanho, a cera, madeira, gesso e veludo surgem no trabalho da artista muitas vezes em situações de contraste, quando, por exemplo, um tecido bem fino repousa sobre uma base de gesso ao mesmo tempo em que sustenta esferas de bronze escurecido, revelando ao observador o vigor das qualidades de cada objeto e potencializando seu apelo tátil. O corpo, portanto, transfere uma parte de si às peças no momento em que são criados e é também convocado quando elas são expostas, há uma espécie de dinâmica dos encontros que se faz pelo sensorial em seus objetos, instalações e livros de artista.
Flávia Ribeiro frequentou a Escola Brasil, no início dos anos 1970, onde foi aluna de Carlos Fajardo, José Resende, Frederico Nasser e Luiz Paulo Baravelli. Em 1978, mudou-se para Londres, onde frequentou o curso de gravura na Slade School of Fine Art. Posteriormente, em 1996, voltou a morar em Londres com o apoio da Fundação Vitae e do British Council.

Coleções que possuem seus trabalhos: Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil; Coleção do Itamaraty, Brasília, Brasil; Museu de Arte Moderna, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, Brasil; CACI, Centro de Arte Contemporânea Inhotim, Brumadinho, Minas Gerais, Brasil; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto, Brasil.

Fonte: Galeria Marcelo Guarnieri


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