Ana Cláudia Almeida
Brasil, 1993
O universo material de Ana Cláudia Almeida, estabelece-se sobre a manipulação de tintas, plásticos, bastões a óleo, tecidos e imagens. A feição esvoaçante de suas obras sobre pano, o caráter acumulativo e movediço da escultura e a fragmentação caleidoscópica das pinturas de grande escala transpõem e traduzem a memória intangível em matéria. Essa dimensão se faz sentir tanto na superfície dos trabalhos, conforme Almeida permite que vestígios de gestos anteriores permaneçam na forma final, quanto de maneira conceitual e simbólica. Feita de sobreposições intensas de espaços plenos e vazios, a abstração que define as obras em exibição ressoa com essa profundidade visual e conceitual da sua obra, que espelha formal e tematicamente camadas de lembrança, práticas e rituais. Entre suas exposições individuais recentes destacam-se Guandu Paraguaçu Piraquara, Fortes D’Aloia & Gabriel, Rio de Janeiro, Brasil (2023); Buracos, Crateras e Abraços, Quadra, Rio de Janeiro, Brasil (2021); Wasapindorama, Fundação de Arte de Niterói, Niterói, Brasil (2018). Recentemente, Almeida participou da exposiçãoTadáskía and Ana Cláudia Almeida: A Joyner/Giuffrida Visiting Artists Program, com Tadáskía, no Nevada Museum of Art, Nevada, Estados Unidos (2024). A artista também fez parte das exposições coletivas Ensaio sobre a Paisagem, Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil (2024); Olhe bem as montanhas, Quadra, São Paulo, Brasil (2024); Essas Pessoas na Sala de Jantar, Casa Museu Eva Kablin, Rio de Janeiro, Brasil (2023); Crônicas Ca- riocas, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil (2021) e Casa Carioca, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil (2021). Suas obras integram as coleções do Museu de Arte do Rio, Instituto Inhotim e Sesc Rio de Janeiro.

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