
com Denise Gadelha Este ano, além dos lançamentos de livros e conversas com artistas, a SP-Arte/foto ofereceu um ciclo de encontros com Denise Gadelha sobre o panorâma da arte contemporânea, que aconteceu entre os dias 9, 10 e 11, no 9º andar shopping Iguatemi. Denise Gadelha é mestre em Poéticas Visuais pela UFRGS. Atua como artista e desde 2005 integra a equipe do Dynamic Encounters International Workshops. Em São Paulo ministra aulas na Casa do Saber e no centro cultural B_Arco. QUINTA-FEIRA / 9 SET / 14H ENCONTRO I: A FOTOGRAFIA E O ESPÍRITO CONTESTADOR PÓS-MODERNO A discussão terá como ponto de partida o momento de “descategorização” do objeto artístico, ocorrido na passagem das décadas de 1960 a 1970, no qual a tensão entre permanência e efemeridade produziu outros formatos de apresentação da obra. Abordaremos a exposição do documento como acontecimento artístico dando corpo às práticas conceituais, performance e Land Art, bem como conferindo status de ready-made à fotografia. SEXTA-FEIRA / 10 SET / 14H ENCONTRO II: A FOTOGRAFIA ENTRE O DOCUMENTO E A FICÇÃO De um lado temos a frontalidade e objetividade da “fotografia quieta” que encontramos nas imagens associadas à New Topographics, à Escola de Dusseldorf e à exposição organizada pela Tate Modern, Cruel and Tender. Do outro lado temos a “imagem construída”, happenings osquestrados para a câmera, tableau ou staged photography, ou ainda, como diria Coleman: o método dirigido. No entanto, Soulages acrescenta: do realismo ao irrealismo, da fotografia como reprodução à fotografia como criação, a ficção se mostra como ferramenta da razão SÁBADO / 11 SET / 12H ENCONTRO III: A REPRESENTAÇÃO QUE SE CONSTITUI ENQUANTO OBJETO A fotografia contemporânea tem se dirigido à pintura, no que diz respeito à escala e seu modo de apresentação no espaço expositivo. No entanto, o legado da dissolução da própria noção de meio nos traz obras que não se reduzem à definição em uma categoria técnica específica. Jeff Wall se refere a existência de um continuum imagético em suas obras, no qual se fundem em uma mesma imagem conhecimentos da fotografia, é claro, mas também do cinema e da pintura, ainda que materializados sob a forma de objeto fotográfico. Chevrier propõe o termo “imagem-quadro” ao referir-se a imagens que conduzem à ambivalência da percepção de uma representação que é um objeto. |